Nuno Braga: «Também é a vida dos jogadores que está em questão»
Treinador do P. Ferreira afirmou que o cenário de descida à Liga 3 é uma preocupação nuclear no plantel
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O P. Ferreira visita, pelas 15h30 deste sábado, o Farense no Algarve, em jogo a contar para a 33ª e penúltima jornada do campeonato.
Ciente de que os castores podem estar prestes a consumar um cenário que já não é visto há décadas, a descida ao 3º escalão português, Nuno Braga afirmou que o plantel está preparado para o desafio. "A equipa não quer perder e obviamente quer manter-se neste escalão. Todos têm noção das suas responsabilidades e têm noção do que é necessário para ganhar o jogo", referiu o técnico pacense.
Vamos ter um P. Ferreira diferente na pressão? "Não era nossa intenção entrar daquela forma com o Penafiel. Não é a nossa expectativa entrar e ver no que vai dar o jogo. Temos que ir à procura de assumir o controlo do jogo. Temos que perceber que, neste jogo, se não formos à procura podemos não depender de nós próprios. É preciso controlar o jogo sempre, até sem bola, para criar problemas ao Farense. Temos que pegar nas coisas boas que fizemos na segunda parte com o Feirense. Se o conseguimos com 10 jogadores, conseguimos fazê-lo com 11."
Como sente o balneário para este jogo? "Eu já vos disse isto quando ganhámos. Não vou mudar o meu discurso. A semana de quem ganha não é igual à semana de quem perde, a equipa está triste, desiludida, mas com muita vontade de dar a volta. Nota-se que a equipa está com muita vontade de dar a volta. Os jogadores sentem isto, para eles também é a nossa vida que está aqui em questão. Têm vontade de dar a volta à situação."
Como se sente por poder ficar na história do clube tanto por bons como por maus motivos? "Quando chegámos aqui estávamos na mesma posição que estamos agora. A salvação ou o desastre faz parte da responsabilidade que assumimos quando chegámos aqui. A partir daí, a nossa equipa técnica sente que tem de dar todas as condições aos jogadores para fazer o melhor trabalho em campo. As sete vitórias e sete empates estão no passado. Nenhuma equipa é a mesma, o ano passado, por exemplo, tínhamos a permanência garantido com 35 pontos. Vão ser duas equipas a querer ganhar."
Quer deixar alguma mensagem aos sócios? "O que eu peço é o apoio que têm dado e a exigência que eles têm pedido. Até agora, têm sido uma peça fundamental e temos que compreender essa exigência, temos de dar sequência a isso."