Paços Ferreira vence Freamunde num «derby» com protagonista surpresa

Paços Ferreira vence Freamunde num «derby» com protagonista surpresa
Paços Ferreira vence Freamunde num «derby» com protagonista surpresa

UMA GRANDE penalidade assinalada (mal) por Bruno Paixão e convertida por Rui Miguel, já no final do período de compensações, originou domingo uma autêntica revolta popular em Freamunde, face ao triunfo da equipa visitante e, principalmente, a uma desastrada exibição do juiz setubalense.

No "derby" da Capital do Móvel, marcado por uma rivalidade exacerbada entre dois clubes que vivem paredes-meias, foi o Paços de Ferreira quem levou os três pontos, apesar de ter sido, de longe, a equipa que menos fez para os merecer. Perante uma moldura humana que praticamente encheu o estádio, numa bela tarde de sol, tudo parecia pronto para um interessante encontro de futebol.

A verdade é que as coisas nem começaram mal. Os locais desde cedo assumiram a iniciativa ofensiva, ao passo que os pacenses, que estreavam José Mota como máximo responsável da equipa, apostavam no contra-ataque, dispondo da melhor oportunidade da primeira parte, aos 41 minutos, com José Manuel a permitir a intervenção de Pinho, quando estava completamente isolado.

Na segunda parte, a tendência manteve-se e Ricardo viu, aos 49 minutos, um defesa visitante desviar sobre a linha o que parecia vir a ser o tento inaugural do Freamunde. Porém, este lance constituiu mesmo o canto do cisne do encontro. A partir daí começou o "festival" de Bruno Paixão, que se até aí apenas havia cometido pequenos erros de pormenor passou a meter os pés pelas mãos, prejudicando acima de tudo os locais.

Aos 64 minutos, Ricardo Silva pareceu travado em falta na área do Paços, mas o árbitro resolveu punir o avançado do Freamunde com um amarelo e marcar pontapé de baliza. Quatro minutos volvidos, expulsou o defesa Armando I com um vermelho directo, após uma falta por trás sobre Paulo Vida, mas idêntica a muitas outras ao longo do jogo. Aliás, no capítulo disciplinar denotou evidente falta de critério, culminando a sucessão de asneiras com o lance capital do jogo, com cinco minutos de compensações decorridos. É que se é verdade que Carlos Carneiro caiu na área envolvido com Filipe, também pareceu que o defensor não foi o responsável pela queda.

Depois, foi a ira popular a vir ao de cima, com muitas ameaças e a destruição de parte do túnel de acesso aos balneários, antes de Bruno Paixão e os auxiliares conseguirem fugir para os balneários, onde a espera continuou, sob apertada vigilância policial.

Carlos Carvalhal (treinador do Freamunde): "Fiquei incrédulo com o que se passou. Assim, apenas jogadores e árbitro estarão nos jogos, pois o público começa a perder interesse no futebol. Jogámos também contra a equipa de arbitragem."

José Mota (treinador do Paços de Ferreira): “Não jogámos o que estávamos à espera. Concedemos a iniciativa ao Freamunde e subimos com o desenrolar do jogo. A vitória acaba por ser justa."

JOSÉ ANGÉLICO, com FERNANDO SANTOS

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Geral ver exemplo
Ultimas de P. Ferreira
Notícias
Notícias Mais Vistas