Carlos Germano: «Acto de cobardia»
Carlos Germano não entende a razão das informações postas a circular relativamente à sua condição física. Primeiro falou-se numa lesão crónica, mais recentemente foi acusado de falta de agilidade e perda de reflexos. O guarda-redes está incrédulo. “Isto é um acto de cobardia”, lamentou a Record, pois desconhece em absoluto aquilo que a direcção do Penafiel pretende fazer em relação ao seu caso.
É um facto que na semana passada foi abordado por dois dirigentes, que lhe deram a ideia de que o melhor seria abandonar o clube. Perante isso, falou com o seu advogado. Marcos Motta confirmou ao nosso jornal o telefonema: “Disseram-lhe que tem uma lesão na coluna. Mas, como é mentira, notifiquei o clube de que o Carlos Germano pretende cumprir o seu contrato. Até hoje [ontem] nem responderam.”
O antigo internacional brasileiro garante que não tem qualquer lesão. “Após terminar contrato com o Madureira, fiquei três meses (Abril, Maio e Junho) parado e custa sempre recuperar o ritmo. No início passei por algumas dificuldades, mas agora estou quase ao nível dos meus colegas. Além disso, tenho trabalhado normalmente e sem problemas físicos”, sustenta. Germano interroga-se e admite que o Penafiel não goste de ter como reserva um guarda-redes caro. “Pode ser uma questão de dinheiro, mas eu não pedi para vir. Interessaram-se por mim e cá estou”, comenta.
Mesmo empenhado em continuar, não coloca de lado uma solução que satisfaça as duas partes: “Se querem resolver alguma coisa, só têm que falar, mesmo que eu pretenda continuar. Mas devem é ser frontais. Tenho um contrato de dois anos e uma família para sustentar. Além disso, o período de inscrições está a terminar.”