Portimonense-Varzim, 2-2: Pedrinho no sapato de algarvios infelizes
Um golo obtido no período de compensações deu ao Varzim um ponto “caído do céu”: os poveiros criaram apenas duas situações de verdadeiro perigo e aproveitaram ambas, com os números finais a constituírem um castigo severo para o Portimonense, que fez as “despesas” do jogo e merecia o triunfo.
A primeira parte teve muito músculo e pouca arte, sendo o golo de Artur Jorge a excepção, depois de belo trabalho de Serjão no lado esquerdo. O golo acabou por premiar a postura mais ofensiva do Portimonense, frente a um adversário que não fez um único remate à baliza.
A perder, Horácio Gonçalves (castigado, acompanhou o jogo da bancada) fez várias alterações na fase inicial da segunda parte e foi feliz. Do banco saíram os protagonistas do lance do empate: Pedrinho cruzou da esquerda e Rui Miguel cabeceou à vontade, no primeiro remate dos varzinistas.
Fouhami viu quebrado um longo período sem sofrer golos (608 minutos, melhor marca da história do Portimonense), mas a equipa reagiu bem à adversidade e voltou à vantagem num lance em que o árbitro esteve mal por duas vezes: assinalou, erradamente, uma falta sobre Welington e não viu a bola ultrapassar o risco após cabeceamento de Serjão. A recarga vitoriosa de Filipe evitou polémicas...
Nas compensações, Hélio Santos voltou a errar, ao não ver uma falta sobre Welington. O Varzim saiu em velocidade para o ataque e Pedrinho – uma pedra no sapato dos algarvios – rematou colocado, estabelecendo a marca final.