Miguel Cardoso confia na permanência: «Temos de estar fortes e unidos»

Treinador faz apelo ao caráter dos jogadores e pede atenção aos detalhes nas cinco finais

Miguel Cardoso
Miguel Cardoso • Foto: LUSA
Sem vencer há sete jogos, o Rio Ave caiu em zona perigosa e vai ter de lutar pela vida nas cinco finais que restam jogar no campeonato. O primeiro teste é em Portimão, este sábado, e Miguel Cardoso acredita que a equipa tem o que é preciso para terminar a época com um sorriso. Amarelo, em função do sofrimento, mas que significará o cumprir da missão. 

"É uma longa sequência sem ganhar, mas sabemos que faltou pouco para transformar alguns empates em vitórias. Podíamos ter mais dois ou três pontos que colocariam tudo diferente e, pelo que temos jogado, justificava-se plenamente. O momento emocional é muito particular e o importante é apelar ao caráter de cada um, ter consciência do que temos em mãos e a importância dos detalhes. A nossa grande lacuna tem sido a incapacidade de materializar em golo o que vamos criando. Isso penalizou-nos muito. Mas a equipa acredita que vai conseguir os objetivos e é a isso que realisticamente nos temos de agarrar", considerou o treinador, que, olhando ao que falta jogar, confia na qualidade do plantel para pontuar em cada um dos cinco jogos que faltam, onde se destacam as receções a Sporting e FC Porto. 

"Temos condições para discutir os jogos todos e amealhar pontos. Temos visto alguns resultados surpresa e sabemos que, com o foco certo, podemos somar pontos nos jogos todos. Se não acreditarmos e não tivermos o foco certo, tudo se tornará mais difícil ou até impossível. Temos de nos manter fortes e unidos", pediu Miguel Cardoso, que espera um "Portimonense à sua imagem" e onde a inspiração de Beto tem de estar sob controlo. Mas não só. "Temos de ter atenção às caraterísticas individuais do seu avançado mas também à forma como levam a bola a esse avançado", anotou. 

Sobre os recentes episódios negativos que envolveram treinadores na última semana, Miguel Cardoso, que também ele já foi expulso recentemente, optou por deixar a sua opinião para outra altura. "Não vou comentar o que aconteceu com outros colegas. A falar teria de dizer muitas outras coisas e não é o momento certo para isso, o momento é para me focar. A preocupação é o trabalho, que é muito e me deixa sem tempo para descanso. Nem tenho pegado muitos nos jornais, vejo as gordas mas sem grande foco e sem tempo para análises profundas. Deixarei para outro momento. O que é fundamental para nós é um conjunto de outras coisas, como ainda esta semana uma iniciativa de crianças que deram o apoio à equipa. Espero e tenho a convicção que o final pode ser triste pelo sofrimento mas que vamos dar um sorriso a toda a gente", referiu. 
Por José Miguel Machado
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