Serranos foram à cadeia jogar com os reclusos

Clube ofereceu ainda equipamento desportivo

• Foto: Ricardo Nascimento

A equipa técnica, o presidente e cinco jogadores do Sporting da Covilhã, da II Liga, estiveram esta quinta-feira no Estabelecimento Prisional da cidade, para disputar uma partida com reclusos e oferecer equipamento desportivo.

Filó, o treinador, realçou o intuito de o clube contribuir para que os detidos tivessem um dia fora da rotina e pudessem conviver com jogadores profissionais.

"Queremos que sintam que a sociedade se preocupa com eles, que tenham uma rápida integração e retorno à vida normal, porque toda a gente tem momentos maus e nós viemos tentar proporcionar bons momentos", salientou o técnico 'serrano'.

Na iniciativa participaram os jogadores Bruno Bolas, Agostinho Soares, Diogo Neto, João Cunha e Igor Araújo. A escolha, gracejou Filó, "foi muito rigorosa". "Vieram os que jogam melhor futsal, exceto a equipa técnica, que é muito fraca", continuou o treinador.

Foi a primeira vez que Diogo Neto esteve envolvido neste tipo de ação e mostrou-se satisfeito por poder distrair, por momentos, "quem não tem uma vida fácil".

"É muito bom o clube que representa a cidade ter este papel e mostrar a sua vertente mais solidária. Somos a imagem da cidade e por isso tem de ser natural estarmos envolvidos em iniciativas comunitárias", vincou o médio.

Igor Araújo destacou o convívio e "o equilíbrio" nos quatro jogos que já disputou com reclusos. "Eles dão tudo contra nós. É um dia diferente, tanto para nós como para eles", frisou.

Bruno Bolas enalteceu poder estar "com pessoas que gostam de futebol" e divertirem-se em conjunto. "Não temos todos os dias a oportunidade de jogar com jogadores profissionais e eu, se estivesse do outro lado, também gostaria", sublinhou o guarda-redes.

Otília Simões, a diretora do Estabelecimento Prisional da Covilhã, agradeceu a presença da comitiva 'serrana' pela "gratificação" que os reclusos sentem nestas ocasiões.

"É profícuo para os reclusos haver interação com o exterior, porque estão muito tempo fechados, convivem entre si muitos dias, muitos meses, alguns muitos anos", disse a responsável, para quem a visita dos 'leões da serra' é ainda "uma forma de passarem um dia diferente e de sentirem que também são seres humanos respeitados".

A diretora da cadeia manifestou-se grata pelo material desportivo oferecido, por ser útil aos reclusos e o Estabelecimento Prisional "não ter verba para este tipo de equipamento".

Por Lusa
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