Paulo Alves contundente com a arbitragem no jogo com o Farense

Técnico dos poveiros criticou atuação de João Malheiro Pinto

• Foto: Nuno Fonseca/Movephoto

O Varzim interrompeu o ciclo de oito jogos sem perder, ao ser derrotado em casa frente ao Farense que lidera a classificação da 2.ª Liga graças aos bons resultados obtidos recentemente.

O treinador Paulo Alves, no final do jogo com os algarvios, não se mostrou algo simpático para com a equipa de arbitragem chefiada pelo lisboeta João Malheiro Pinto, como aliás já tinha exteriorizado o seu descontentamento no decorrer da partida, principalmente na segunda parte.

Sobre o jogo reconheceu que a sua equipa não foi tão certa na primeira parte, e daí ter sofrido três golos. "Foi daqueles jogos em que tudo podia correr mal, como correu. Sofremos golos em bolas que eram nossas. Reentramos no jogo com o 1-2 mas sofremos o 3.º que nos tirou ânimo para a 2.ª parte. Fizemos uma excelente 2.ª parte. Se fizéssemos um golo tudo seria diferente".

A partir destas palavras vieram as acusações: "O que não podemos esconder foi o trabalho da arbitragem. Há pessoas que são sérias no Varzim e o Varzim é um clube de respeito. Há dois lances inacreditáveis. O lance do George… é brincadeira".

As acusações proferidas na conferência de imprense após o jogo tiveram direção direta: "É preciso cuidado. O que se passou aqui hoje [sábado] é muito estranho. Já na semana passada o clube que jogou contra o Farense se queixou. Já no anterior com o Mafra também foi igual. Portanto, nunca ninguém me vai ouvir falar dos árbitros, quando a equipa não dá tudo em campo. Não me desculpo por isso. Também houve erros nossos. Se há situações que interferem no resultado, aí falo. Hoje tivemos uma arbitragem difícil e lamentável para nós".

Paulo Alves continuou a ser incisivo no dedo apontado a alguém: "O Farense quer subir, é evidente e legítimo. Agora, tudo se vê e analisa. O Farense tem história de I Liga, é histórico, quer subir, tem uma grande equipa, tem jogadores bons e maduros. Não somos só nós que nos estamos a queixar. Para trás também outros se queixaram. É só uma...ressalva. O que quero dizer é que o Varzim tem de ser respeitado".

E especificou o que considerou de mais relevante em determinados lances do jogo: "O árbitro passou a segunda parte a ensinar aos jogadores do Farense como se haviam de posicionar nas faltas, puxa para trás, puxa para a frente, pintava o chão. Os jogadores têm de saber onde devem estar. Se não estão, tem que dar amarelos e pôr o jogo a andar. Não estou a mandar nada para o ar que não esteja à vista. Há quinze dias tivemos um lance igual e o árbitro e bem marcou penálti. E hoje igual, não marcou. Onde está o critério da arbitragem?"

Foi com esta interrogação no ar que Paulo Alves deu por finda uma conferência de imprensa onde as queixas foram o prato forte.

O Varzim terá a seguir ao interregno de oito jogos sem derrotas, uma série de três jogos seguidos em casa: no dia 22 com o Loures, para a Taça de Portugal; no dia 30 com o Penafiel e no dia 8 de dezembro com o Sp. Covilhã, ambos para a 2.ª Liga.

Por Luís Leal
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