Alberto Mesquita fala sobre jogos no Cevadeiro: «As exigências da Liga são muitas»

Presidente da Câmara de Vila Franca aborda todas as hipóteses para o Vilafranquense

O presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, explicou que a autarquia tem "andado a conversar com a União Desportiva Vilafranquense (UDV)" sobre o que fazer no Campo do Cevadeiro e a impossibilidade de a formação de Filipe Moreira realizar os encontros profissionais no espaço, por imposição da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

"Sabemos que há aqui questões que temos de ver com o cuidado. Por um lado, o espaço da UDV é municipal e aquilo que nos comprometemos a fazer é melhorar as condições do Campo do Cevadeiro, como proprietários do espaço. Quando falámos com a SAD dissemos que temos de ter o cuidado necessário porque estamos a falar não da formação, que é a nossa responsabilidade, mas sim já de uma área de desporto profissional. Temos continuado a conversar, para ver se conseguimos encontrar uma solução que seja satisfatória para ambas as partes. Há questões em termos legais que temos de cumprir. Nesse quadro e nos limites das responsabilidades de uma parte e de outra, certamente que iremos conseguir encontrar soluções", começou por explicar o edil em declarações ao jornal 'Voz Ribatejana'.

"A ideia é melhorar as condições do Campo do Cevadeiro, não cumprindo as exigências da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) porque essas são para um estádio. Creio que a questão do estádio tem de ser vista de outra forma. As exigências da Liga são muitas, não ponho em causa se deve ser assim ou não, mas o que me parece é que, quando uma equipa sobe aos campeonatos profissionais deveria haver um período de adaptação porque não é numa semanaque se vai resolver já que não se sabe quem sobe. Não é possível fazer num tão curto espaço de tempo as obras que são necessárias", vincou ainda Alberto Mesquita.

A construção de estádio na antiga Marinha poderá ser a solução?

"É provável que sim porque aquilo que entendemos é que aquele espaço [campo relvado natural do Cevadeiro] deve ser o espaço dedicado à formação e encontrar um outro espaço para a equipa principal".

Quem suporta os custos de um novo estádio?

"É uma questão de encontrar parceiros externos financeiros para o efeito. A SAD terá de encontrar as soluções. Já vi muitas coisas neste país, já vi clubes que não tinham estádios e passaram a ter através das SAD. Não foi através dos municípios, nem pode ser. Legalmente não pode ser."

Será possível ao Vilafranquense jogar no Cevadeiro na 2ª Liga?


"Vamos lá ver, estamos a falar de espaço. O espaço é exíguo, está tudo em equação. O que eu disse à Liga (LPFP) foi, como ponto número 1: fazer aquilo que estamos a fazer que é um levantamento topográfico de tudo aquilo e ver se, no limite, o Cevadeiro tem condições. Se tiver condições, nós fazemos alguma coisa porque aquelas bancadas têm de ser demolidas para as exigências e porque a comunicação social tem de ter espaços até de reportagem televisiva. Também tem de haver alternativas para isso e para tal é preciso espaço. Tem de se encontrar espaço. Esse espaço pode ser encontrado através da antiga escola da Armada. É provável, até porque no plano urbanístico previsto para o local estão previstos justamente equipamentos desportivos naquela zona e esses equipamentos estão direcionados para a União Desportiva Vilafranquense. A ideia, que pode ser esta como pode ser outra, é o campo sintético passar para o campo relvado onde a equipa sénior joga e fazer um novo espaço desportivo dentro da Armada, ou vice-versa. Agora, aquele piso sintético já fez o seu tempo e há que encontrar outras soluções. Essas passam, no que diz respeito à feira, por irmos absorvendo o espaço do campo sintético. Para que a SAD e a equipa profissional possam continuar a desenvolver a sua atividade em Vila Franca, creio que, ou se fazem alterações no Campo do Cevadeiro que permitam cumprir as regras da Liga ou fazem-se algumas melhorias e encontra-se um outro espaço dentro da Armada para uma solução definitiva."

"As opções têm de ser tomadas rapidamente. É precisa muita coisa. Por isso é que as questões em torno do financiamento externo podem obviar a aceleração das coisas porque a Câmara não pode apoiar a atividade de uma SAD. Há uma série de coisas em cima da mesa. Temos de assumir prioridades de acordo com as condições financeiras que temos."

Por Flávio Miguel Silva
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