Alberto Mesquita: «O que nos apresentaram para o Cevadeiro é interessantíssimo»

Presidente da Câmara abordou estudo e conversas com SAD do Vilafranquense

• Foto: Vítor Neno

Alberto Mesquita abordou esta quarta-feira na reunião ordinária da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira a situação respeita ao Campo do Cevadeiro e às obras que serão levadas a cabo no mesmo. O presidente da edilidade começou por referir que "a Câmara tem de ter algum cuidado" lembrando investimentos feitos noutros concelhos.

"Há muitos anos que a União Desportiva Vilafranquense desenvolve a sua atividade no Campo do Cevadeiro que é propriedade da Câmara Municipal, tal como o campo de treinos [sintético] que está ao lado. Há questões que têm a ver com a relação com os clubes, a relação institucional deve ser sempre com os clubes. Os clubes tomam a decisão de criar as SAD. O clube tem assento na SAD da União Desportiva Vilafranquense. A SAD tem propósitos de desenvolvimento de atividades desportivas na área do futebol profissional. A Câmara Municipal tem de ter algum cuidado para não acontecer como já aconteceu com outros concelhos em que se deu o caso de alguns presidentes de câmara terem de responder sobre alguns investimentos que foram feitos em SAD. Em termos legais, às vezes é difícil fundamentar esses mesmos acordos", reiterou o líder do município vilafranquense, deixando claro que a Liga Portugal não facilitou no tempo concedido aos ribatejanos após a subida ter sido garantida.

"Ao contrário do que muitas vezes se diz, nós temos estado a falar, ao contrário do que é o amor ao clube e daquilo que os sócios desejariam... que fosse a Câmara a construir um estádio, etc. Compreendo tudo isso, a paixão pelo clube, entendo e respeito. Temos de criar as condições para que isso assim seja. O primeiro ponto que me parece de facto excessivo: quando uma equipa está no Campeonato de Portugal não sabe se vai subir de divisão ou não sabe. Quando a Liga disse ao Vilafranquense que tinha seis meses para se adaptar às regras instituídas pela Liga, acho que é não querer ajudar e apoiar um clube que com esforço conseguir passar para a Segunda Liga e para um campeonato profissional. Disse isto aos representantes da Liga. Isto, de facto, não é ajudar os clubes. Poderia haver uma situação mais adequada: dar um período mais alargado para que o clube se pudesse adaptar às necessidades exigidas. Não foi possível e o Vilafranquense teve de encontrar outra solução que não é boa mas foi aquela que conseguiram ter, que passa pelo facto de os seus jogos serem realizados em casa alheia e longe. Então, havia um responsável pela SAD com quem nós conversámos e agora há outro responsável com quem temos vindo a conversar ultimamente. Este responsável parece-nos que está muito disponível para encontrar soluções. Ao contrário do que dizem, nós, cada vez que fazemos uma reunião, cada vez que fazemos alguma iniciativa, não temos de pô-la no Facebook ou na comunicação social. Só devemos dizer seja o que for quando as coisas têm alguma consistência e estão, de facto, com alguma possibilidade de evolução", adiantou.

Em resposta à pergunta da CDU na reunião, Alberto Mesquita reiterou que o estudo revelado pela SAD é uma "coisa interessantíssima" e que o mesmo "teve alguma paragem com a pandemia".

"Aquilo que lhe posso dizer, senhora vereadora Cláudia [Martins, da CDU], é que nos foi mostrado um estudo, não é um projeto, e a possibilidade de se construir um estádio. Posso dizer-lhes que aquilo que nos apresentaram agradou porque é uma coisa interessantíssima, ao nível do melhor que se faz no país. Não por ter um grande estádio mas adequado às necessidades da União Desportiva Vilafranquense. Aquilo que nós nos comprometemos, até porque com a pandemia o processo teve alguma paragem e as reuniões foram antes dela aparecer, é que estávamos disponíveis para encontrar soluções. Essas soluções passavam sempre pelo clube sendo que o clube teria de se entender  com a SAD. É assim que tem de ser. Pediram-nos levantamentos tipográficos que fizemos, pediram-nos avaliações geológicas que tínhamos ali da zona. Fornecemos todo esse material técnico e suponho que o clube, em breve, nos irá solicitar uma reunião em breve juntamente com os técnicos que estão a elaborar o projeto do estádio para verificar juridicamente como é que tudo isto pode evoluir. Esta matéria não está esquecida. Temos vindo a trabalhar e esperemos que, de facto, se encontre uma solução", explicou o presidente da câmara de 71 anos.

Por Flávio Miguel Silva
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