André Ceitil: «Eu cresci com toiros, futebol e o comboio a passar»

Médio abordou a falta que faz à equipa jogar no Campo do Cevadeiro

• Foto: Luís Manuel Neves

André Ceitil vai para a segunda temporada seguida ao serviço do Vilafranquense, depois de ter chegado em janeiro. É um clube que lhe diz muito já que desde a década de 1930 que conta com familiares seus a jogar em Vila Franca de Xira. Por isso, o médio português projetou 2020/21 a querer respeitar o "legado no clube".

"A minha época vai ser, com certeza, muito boa. Preparei-me bem. Estou focado e quero que esteja esta a minha melhor época da carreira mas também no Vilafranquense. Apesar de ter chegado a meio da época em 2019/20, não consegui logo jogar face aos problemas com as inscrições. Não consegui jogar logo. Esta época quero afirmar-me, quero sentir o apoio dos adeptos. Quero poder representar bem o União, honrar a minha família que jogou aqui e também tem um legado aqui no clube", começou por dizer à publicação 'UDV Magazine', do Vilafranquense. O facto de a equipa de futebol sénior não poder disputar os jogos no Campo do Cevadeiro, casa habitual dos ribatejanos, por falta de obras é um lamento de Ceitil.


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Publicado por União Desportiva Vilafranquense em Sexta-feira, 31 de julho de 2020


"Jogar em Vila Franca tem uma mística diferente. Vai buscar muito ao Ribatejo, aos toiros, com a Praça de Toiros [Palha Blanco] ao lado do Campo do Cevadeiro. É algo que tem de ser sempre fundido. Eu cresci assim: toiros, futebol e o comboio a passar. Acho que tem uma mística diferente. As gentes de Vila Franca gostam disso: o Colete Encarnado, a Feira de Outubro e o Vilafranquense. Estarem o ano todo a pensar no futebol, quando vêm as festas… É assim que penso e é assim desde pequeno que fui habituado", recordou o jogador, de 25 anos, que prorrogou o contrato até junho de 2021.

André Ceitil garantiu, ainda assim, que a agora casa emprestada, a cerca de 50 quilómetros de Vila Franca de Xira, tem "boas condições" para a realização do trabalho do plantel às ordens de Quim Machado. "O campo em Rio Maior é bom, as condições são boas mas não se sente esse apoio dos adeptos e claque que ajuda bastante, está mesmo ao pé do campo.  No Cevadeiro, vamos fazer um lançamento lateral e sentimos quase o bafo das pessoas nas costas. Isso é bom e isso é o futebol, a sua essência. Eu, outros jogadores e as gentes de Vila Franca de Xira gostavam que estivéssemos a jogar no Cevadeiro porque é diferente. Teríamos outro tipo de força. Querendo ou não, os adeptos e a claque são sempre o 12.º jogador", afirmou, deixando um pedido aos adeptos unionistas.

"Agradeço aos adeptos por não deixarem o clube, por o apoiarem fervorosamente. Seja no Cevadeiro ou em Rio Maior – eu sei que custa – mas é um bocadinho de esforço que nós lá dentro sentimos: o vosso apoio, energia e força. É isso que nos dá mais alento para ganhar os jogos", reiterou André Ceitil.

Por Flávio Miguel Silva
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