Armando Evangelista: «Havia pouco conhecimento entre os nossos jogadores»

Técnico explicou para onde vocacionou o trabalho quando aceitou treinar o Vilafranquense

• Foto: Vítor Chi

Armando Evangelista foi anunciado a 5 de fevereiro deste ano como treinador do Vilafranquense, sucedendo a Filipe Moreira no cargo. O treinador português, de 46 anos, vincou que a "primeira preocupação foi perceber onde é que se podia intervir e onde era impossível intervir". "Era impossivel contratar jogadores e não era preciso desgastar-nos com isso. O mercado estava fechado. Aqueles eram os melhores e eram com aqueles que íamos trabalhar. Jogávamos a 50 quilómetros dos nossos adeptos e origens e não valia a pena estarmo-nos a desgastar. Era aquilo, tinhamos de jogar e treinar em Rio Maior. Era a realidade", começou, por sinterizar em declarações no programa 'Quarentena da Bola' no Facebook.

Mudanças a operar na chegada ao Vilafranquense

"Havia outros fatores em que podíamos intervir. Uma dessas coisas era descobrir o desconforto da equipa que a levava a que não conseguisse ganhar há oito  jornadas. Foi uma descoberta que estávamos a ter. Uma das intervenções que detetámos é que havia pouco conhecimento entre os nossos jogadores. Era importante, quando se pratica um desporto coletivo, que haja conhecimento, laços, amizade para que um possa morrer pelo outro dentro do campo. Existia muito pouco disso. Fizemos alguns trabalhos e perguntávamos a um atleta: 'O teu colega quantos filhos tem? Não sei, respondia ele'. São pilares que parecem simples mas num todo vão fazer a diferença. Queríamos fazê-los crescer nesse aspeto. Também podíamos fazê-los crescer na comunicação que era passada. Era uma equipa que vinha de trás com muitas mudanças e sofrimento, com ordenados em atraso e outras coisas que aquele grupo sofreu que o colocou numa posição constrangedora. Era importante ter uma comunicação assertiva, séria e que nunca fugisse à verdade. Explicar qual era a realidade e que havia soluções para ela. Era preciso calma. Eram questões que era preciso trabalhar e depois encontrar uma forma de trabalhar que fosse confortável para estes jogadores. Uma equipa que não ganhava há oito jogos era uma equipa desconfiada. Era preciso encontrar uma forma de jogar que lhes devolvesse o conforto e a vontade de querer jogar assim como a alegria. Foi pouco tempo mas nesta última fase as coisas estavam a ser consolidadas e nos dois últimos jogos, principalmente, mesmo apesar de termos perdido no Estoril. Mesmo assim, é um jogo que nos dá muitas indicações positivas. Foram cinco jogos muito difíceis. Conseguimos alargar a vantagem que tínhamos para o Cova da Piedade e conseguirmos aproximar-nos do adversário acima. O ciclo era muito dificil, com adversários difíceis. Faço um balanço positivo. A minha curiosidade em fazer estas 10 jornadas e ver o crescimento da equipa era tremendo porque acreditava muito naquela equipa. Iria orgulhar os adeptos do Vilafranquense."

As três derrotas seguidas

"Preocupou-me e muito mas sempre focado que o trabalho iria dar resultado. Em todos os projetos em que entro, o meu primeiro foco é conhecer o projeto e fazer uma lista daquilo que posso intervir e no que não posso ter uma intervenção.  A relação interpessoal dentro do grupo eu sabia que era um fator preponderante para poder dar a volta à situação. Houve um foco muito grande no início para trabalhar o individual e para que cada cabeça estivesse no seu lugar, para que se percebesse qual a sua tarefa dentro e fora o campo. Sabíamos que estávamos no caminho certo e íamos dar a volta. Nos últimos dois, houve sinais do crescimento e do trabalho que estávamos a fazer."

Por Flávio Miguel Silva
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