Armando Evangelista: «Sabemos que vai ser uma luta enorme até ao final»

Satisfeito com "três pontos importantíssimos" mas vinca dureza da competição

• Foto: Hélder Santos

R - O que significou aquele abraço emotivo à equipa técnica após o apito final na vitória com o FC Porto B? Foi a importância dos três pontos?

Armando Evangelista - Sim, exatamente. É o extravasar das emoções que o jogo nos proporciona. É o reconhecimento do trabalho que a equipa técnica e jogadores e direção fazem para que nada nos falte, para que todo o trabalho seja digno. Sabíamos que teríamos um jogo muito difícil. Os jovens jogadores do FC Porto B têm muito valor, é inquestionável o valor desta equipa. No fundo, soubemos entender o jogo que tínhamos de fazer. Conseguimos tirar espaço para que a qualidade do adversário não pudesse vir ao de cima. Saberíamos que em alguns momentos teríamos de sofrer mas tirando bola e tirando espaço a estes miúdos, eles têm mais dificuldade em impor o seu jogo. Isso foi conseguido. Somámos três golos que é sempre difícil alcançar.

R - Marcou três mas continua a sofrer e é uma das piores defesas do campeonato. Já encontrou explicações para a quantidade de golos sofridos?

Armando Evangelista - Percebo a questão e isso deve-se a alguma intranquilidade que equipas nesta posição na tabela classificativa demonstram. Estamos a falar de um desporto que é praticado por pessoas, têm emoções. São eles que têm de decidir. Quando a tranquilidade não é a melhor, acaba por acontecer erros. Não individuais porque aqui no Vilafranquense não apontamos o dedo a ninguém. São sempre coletivos. É em cima disso que estamos a trabalhar. São três pontos importantíssimos na nossa caminhada, que os jogadores merecem. Não só nestes 90’+5 minutos mas por tudo o que têm feito durante a semana. Sabemos que vai ser uma luta enorme até ao final. Temos de estar preparados para isto mesmo.

R - Conta com 26 a 27 jogadores no plantel para cumprir apenas um jogo por semana, ainda que já contasse com este plantel antes da sua chegada. É difícil gerir a vontade de tanta gente a querer jogar? Isso pode repercutir-se dentro de campo?

Armando Evangelista - É verdade. Eu sou um treinador que gosta de trabalhar com plantéis curtos, não o escondo, mas temos de ter a capacidade de saber gerir isso mesmo. A dificuldade aumenta quando toda a gente quer jogar e quando temos mais jogadores insatisfeitos do que propriamente satisfeitos. A verdade é que o grupo é bom, tem a cabeça limpa, tem compreendido isso mesmo. Sabem que são 11 que podem jogar, mais três a poder ser utilizados e há uns que terão de ficar de fora. Neste momento estão de mãos dadas, a remar para o mesmo lado porque só assim é que faz sentido. Não é fácil por vezes. Fica mais fácil quando o plantel é mais curto não só em termos de gestão ao fim-de-semana, mas também mesmo em processos de treino as coisas tornam-se diferentes quando o plantel é pequeno. Foi com esse plantel que aceitámos trabalhar quando cá chegámos. Não há que lamentar e há que trabalhar em cima disso.

Por Flávio Miguel Silva
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