Filipe Moreira: «O Vilafranquense está com uma filosofia diferente daquela que tinha no início»

Técnico vinca mudanças no futebol do Vilafranquense

• Foto: Ricardo Nascimento

Filipe Moreira fez a antevisão à partida da 11ª jornada da Segunda Liga diante da Académica, deixando reservas quanto ao que os estudantes possam apresentar em campo no sábado. O treinador português de 55 anos abordou ainda o facto de o jogo ser à porta fechada em Rio Maior e também a interrupção competitiva de três semanas na 2ª Liga.

Análise ao embate com a Académica

Vamos defrontar uma equipa que tem uma classificação que não reflete o enorme potencial que a estrutura da Académica possui na minha ótica. Tem um plantel recheado de ótimos executantes. Houve uma mudança de treinador e o fator motivacional está sempre presente. Fizeram um jogo de qualidade contra o Famalicão e irá ser o segundo jogo para esta nova equipa técnica. Por isso, há um foco diferente em função daquilo que aconteceu nas últimas semanas. Dentro desse propósito, também estamos um pouco na expectativa daquilo que o adversário poderá apresentar, seja a nível de opções individuais ou no próprio sistema tático. Temos uma ideia de que já existe algo, uma identidade de algo que está a ser criado, que leva o seu tempo mas sabemos as dificuldades que vamos encontrar. A Académica vai encontrar uma outra equipa que tem um processo mais consolidado neste momento, o Vilafranquense está com uma filosofia diferente daquela que tinha no início do campeonato. A equipa tem uns níveis de confiança muito mais elevados. Dentro desse pressuposto, acho que vamos poder sentir um jogo de qualidade, os treinadores querem fazer o seu melhor no sentido de ganhar. Os requisitos estão lançados e vamos ver o que o jogo nos vai apresentar.

Jogo à porta fechada

Não haver público é sempre um fator negativo para qualquer agente de futebol, que vive dele e que se alimenta do futebol. Estando o público presente, tudo se altera e é diferente. Isso faz com que a festa do futebol comece muitas vezes de fora para dentro. Dentro do campo, alimenta-se essa forma de viver o jogo. Estou triste porque não gostava que isto acontecesse. É esta a realidade e vamos adaptar-nos a ela. É um jogo em que as vozes se vão ouvir mais dentro do campo, seja dos treinadores ou dos jogadores. Dentro desse pressuposto, o sal e a pimenta que são o golo e não podemos dizer que o cocktail é completo sem a presença do público.

Paragem da competição

Quem tem responsabilidade na paragem dos campeonatos tem de perceber que estas longas maratonas de competição não favorecem nada o espetáculo. Isso já foi falado no interior da Liga e houve reuniões nesse sentido. Espero e desejo que as pessoas consigam cada vez mais tomar as melhores decisões para que as épocas desportivas tenham menos paragens e mais competição. Isto de forma a que as equipas sintam o prazer do jogo mais vezes e não espaçadamente. Foi algo que sucedeu em duas ocasiões desde que começou a temporada.

Por Flávio Miguel Silva
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