Filipe Moreira e o mercado: «Fechado no congelador para depois ir ao microondas»

Técnico não abre jogo quanto a saídas ou entradas até segunda-feira

• Foto: Vítor Neno

O que espera do jogo com o Nacional

É mesmo muito complicado. O Nacional tem ideias, conceitos de jogo, está a criar uma identidade. Dentro do campo sabe o que tem de fazer. Tem nuances diferentes que o jogo por vezes apresenta. Tem jogadores com grande cultura tática e muito bem orientados. Dentro desse sentido, sabemos que o nível de dificuldade com estas equipas e este tipo de princípios aumenta muito mais. Aumenta também a dificuldade para o adversário. O Vilafranquense também tem um princípio de jogo e também uma identidade. Os orçamentos são diferentes e as ambições também relativamente ao objetivo de uma época. Tendo em conta ao jogo, são iguais: ganhar. Queremos fazer do jogo o momento alto da semana e é isso que queremos. Queremos ser iguais a nós próprios no crescimento que estamos a ter e tentar solidificar este processo. Aumentamos ainda mais as condições aos jogadores no processo de treino para que eles se sintam de acordo com a equipa técnica no momento da competição.

O plantel está fechado?

Até segunda-feira sabemos o que pode acontecer a qualquer equipa, havendo a possibilidade de inscrever jogadores. Até lá, algo pode acontecer ou não e isso é muito subjetivo. Na minha ótica, e digo-o num sentido construtivo, eu não aceito muito esta situação de as equipas estarem em competição e continuarem a reforçarem-se a toda a hora. Quando o campeonato começa devia haver condições para os jogadores puderem jogar. Não havendo condições, há a velha máximo do ‘Organizem-se! Preparem-se mais cedo! Tenham uma identidade com os jogadores logo no período inicial’ Até começar o campeonato as regras estão montadas. Eu respeito-as. As equipas tentam até ao limite tentam todas arranjar soluções para até à outra janela de transferências em janeiro para estarem mais preparados e seguros para eventuais problemas que possam acontecer.

Inglaterra é exemplo

Pode ser um exemplo dessa natureza. As coisas têm os seus timings. Não sou eu que decido isso. As pessoas podiam ser ouvidas muitas vezes e perceberem todos o que é melhor. Dentro desse conceito tornamos mais real a própria competição. Assim, a equipa da 1ª jornada pode já não ser a mesma da 4ª jornada como vai acontecer. Isto gera muitas alterações para os treinadores e não sabemos o que vamos encontrar. Os treinadores andam em constantes mutações nos próprios espaços em que estão inseridos. Se for tudo mais cedo, haveria mais organização, mais critério e mais qualidade nas decisões. Isto é a opinião de um simples treinador de futebol.

Há lacunas no plantel do Vilafranquense?

São coisas nossas. Ficam fechadas no frigorífico e no congelador para depois irem ao microondas na altura certa. Fica mais fácil assim. Nós, treinadores, queremos sempre muito mais. Temos aquilo que temos de ter e que as pessoas nos deram possibilidade de ter. Ajudaram sempre no processo a que as coisas fossem concluídas da melhor forma. Estou muito satisfeito com essa possibilidade e com aquilo que me foi acontecendo, com a SAD que foi encontrando sempre jogadores. O resto… agora é acabar o período de inscrições. Depois o campeonato pára, consolidamos mais o processo. Teremos mais tempo para organizar o nosso modelo, identidade e esquemas táticos. Tudo isso requer tempo para consolidar.

Por Flávio Miguel Silva
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