Filipe Moreira: «Estou triste, chateado e magoado porque não temos um bocadinho de sorte»

Treinador lamenta várias ocorrências e apelida de "mentira" a primeira volta

• Foto: Ricardo Nascimento

Filipe Moreira analisou o empate com o Penafiel (1-1) e resumiu a prestação do Vilafranquense até à data na estreia na 2ª Liga, vincando várias ocorrências.

Análise ao jogo:

Este filme já vi e já ouvi sobre os treinadores contrários e por isso é que foi um ponto ganho quando jogaram contra nós. Foi o caso do Leixões, do Mafra e do Chaves, onde nem sequer pontuámos, e há outros. Não entrámos bem no jogo e sofremos um golo praticamente na primeira jogada. Tivemos um período ali de alguma ansiedade, alguns períodos defensivos preocupantes fruto das oscilações que temos sentido na nossa defesa e no nosso meio-campo. A posse de bola é nossa, aparentemente, seja por controlo nosso ou outros deixarem-nos controlar o jogo. O que é certo é que mostrámos a qualidade do nosso jogo na primeira parte e o que é certo é que não incomodámos muito. Estávamos por cima e fomos para o intervalo a perder 1-0. O que pedi aos jogadores foi confiança e paciência porque acabaríamos por marcar, que temos equipa para marcar, para chegar lá, para circular com qualidade. Fizemos o golo nos primeiros minutos da segunda parte e nisso as equipas também se equivaleram. Depois, temos o controlo absoluto do jogo. O adversário acaba por ir à nossa baliza na parte final do jogo e pouco mais a esse nível.

É mais um ponto, no campeonato deles é sempre importante mas esta primeira volta é uma mentira em termos de pontos, 17 pontos não correspondem aquilo que nós jogámos, nem de perto nem de longe. O resumo da primeira volta é uma mentira em relação aos resultados que temos feito. É giro não perdermos com algumas equipas com que pontuamos mas acabamos o jogo sempre a pensar que nos faltou qualquer coisa. Os quatro empates e duas derrotas nos últimos seis jogos não espelham o que tem acontecido, à exceção do jogo com o Varzim. Estou triste, estou chateado, estou magoado nestes detalhes em que não temos um bocadinho de sorte. Não sou um treinador chorão, não falo das ausências, dos lesionados, das inscrições, dos castigados, das situações que o jogo apresenta. Hoje foi com o Marco Grilo e estou a dar um exemplo, foi com o Filipe no outro jogo, com o Diogo Izata, antes o Denis. Estamos sempre a ter de mexer na equipa ou quando mexo é sempre por situações anormais. Juntando tudo é muita fruta para um homem. Por isso, estou chateado. Há uma maré de muita água mas não é doce. É salgada, turva, mole e tudo. Acho que já justificávamos outro tipo de coisas.

A expulsão do banco

Tudo o que se passa dentro do campo fica fora dele. Na comunicação social nunca vou proferir uma única palavra contra uma equipa de arbitragem, em situação alguma, seja contra um quatro árbitro. As pessoas são livres de tomarem as decisões que entenderem. Dentro do campo pode haver confusão, bocas e pode acontecer tudo. Quando um jogo termina está encerrada a situação e será sempre assim.

O Vilafranquense acaba a primeira volta com 17 pontos. Se dobrarmos o número dá 34. É algo que chega para garantir a permanência?

Vamos ver, vamos ver. As contas poderiam induzir esse tipo de situação, penso que sim, mas já vi muitas coisas estranhas e digo-o no bom sentido da palavra. Aparecem muitas vitórias de equipas que estão na parte de trás da tabela, equipas que fazem grandes primeiras voltas e depois quase que descem de divisão, tivemos o caso do Mafra na época passada. Já vi equipas que estavam mortas na primeira volta e depois conseguem fazer a diferença. Sabemos que temos seis pontos de diferença para a equipa do Cova da Piedade neste momento. Vamos começar a segunda volta outra vez em casa. Dentro desse sentido há que analisar jogo a jogo e perceber que os pontos que nós já poderíamos ter. Isso dá-nos uma margem de conforto mas não são dois jogos, nem três, nem quatro nem cinco. O problema é esse. Já passam de uma mão cheia os jogos que ficamos aquém daquilo de que poderíamos ter feito. Tivemos um péssimo início de época. Infelizmente, por vários motivos, sabemos cá dentro o porquê. A certa altura o campeonato é outro. As equipas que nos ganharam nestes jogos, desde o início desse período, e falo do Casa Pia, Chaves. A exceção é o jogo do Varzim. A partir do dia em que jogámos em casa com o Estoril e perdemos faltam muitos pontos. Até ali, só há um jogo em que penso que poderíamos ter tido mais alguma coisa que foi o jogo com o Sp. Covilhã, que soube a pouco. Contra o Nacional, jogámos muito tempo em inferioridade numérica e o golo acontece mesmo no final do jogo. Mesmo assim, aceito a vitória do Nacional. A partir do Estoril é outro campeonato.

Por Flávio Miguel Silva
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