Filipe Moreira: «Havia ansiedade enorme a defender o 2-0 e esquecemo-nos de ter bola»

Técnico explica vitória que motivou saída da zona de despromoção

• Foto: Vítor Neno

Filipe Moreira analisou a vitória do Vilafranquense que ditou a saída da linha-de-água dos ribatejanos após o 3-2 frente à UD Oliveirense.

A vitória e a reação ao 2-1

"Quando viemos de Faro introduzimos no processo de treino várias alterações, com treinos muito mais intensos e mais competitivos. Alterámos a nossa forma de jogar em definitivo e frente ao Estoril, na minha opinião, demos uma imagem de qualidade. O campeonato parou e consolidámos o processo. Veio a Taça de Portugal e a equipa continuou a trabalhar muito bem durante a semana. Houve um período de interregno, a equipa continuou a trabalhar e debaixo de uma vitória. Quando viemos jogar com a Oliveirense sabíamos que íamos encontrar uma equipa também nervosa na classificação e num jogo em que é importante marcar primeiro. É preciso entrar a marcar. E foi isso que nós fizemos três vezes na primeira parte. À partida, tudo poderia estar consolidado mas estava só 2-0. Fizemos o primeiro e segundo golos e acabámos a primeira parte com uma imagem de personalidade." 

"Senti um peso muito grande em cima dos jogadores ao intervalo porque era importante ganhar, sair do último lugar. A equipa precisava de estabilidade mas era importante entrar bem no jogo na 2ª parte onde não tivemos bola. Ao não ter bola contra o vento e não podendo sair a jogar num futebol mais direto… perdemos equilíbrio. Quando o nosso jogador estava caído no chão, aparece o 2-1. Nós, naquele momento, trememos um pouco. Há um lance de bola parada e aparece o 2-2. Felizmente também há treinadores com felicidade a mexer na equipa. O treinador Filipe Moreira após o 2-2 fez, curiosamente, três alterações seja o Pepo a bater o canto, o Tocantins a marcar o golo ou o Marco Grilo a entrar muito bem no jogo. Correu tudo muito bem nesse propósito. A nossa equipa conseguiu dar a volta naquela parte final e conseguimos voltar a ser melhores. Como é que fomos melhores? Não só a ter bola mas também na atitude, na garra que era aquilo que nos estava a faltar em determinados momentos. Este jogo envolve alguma condição física pesada na segunda parte para nós em função da assimilação de muitos jogadores envolvidos neste processo, como se fosse uma espécie de pré-época. Havia uma ansiedade enorme a querer defender o 2-0 e esquecemo-nos que tínhamos de ter bola e jogar. Quando foi necessário voltar ao jogo fizemos a diferença com o treinador no banco e os jogadores dentro de campo. Acabámos, no cômputo geral, por ser melhor equipa e justificar o resultado. A Oliveirense entrou melhor na 2ª parte, teve o mérito de fazer os dois golos, incomodou-nos naquele propósito mas a nossa reação justificou o 3-2 final."

Triunfo 'liberta' jogadores para o que aí vem?

"Sabíamos que o calendário inicial iria ser muito complexo. Num ou noutro jogo justificávamos um bocadinho mais, na minha opinião. Foi o caso do jogo com o Sp. Covilhã e no caso do Nacional posso dizer que taticamente o adversário num determinando período foi melhor e a vantagem de jogar contra 10 ajudou na parte final. Com o Estoril não fomos felizes na primeira parte, o resultado é uma mentira mas no cômputo geral, no segundo tempo não estivemos ao nosso nível. Foi difícil a parte inicial do campeonato com uma vitória de qualidade com o Benfica B e uma vitória justa hoje. Passámos a Taça de Portugal e vamos ter mais uma paragem de campeonato. Vamos defrontar o FC Porto B e depois o Casa Pia. Teoricamente são equipas para as quais podemos olhar com mais segurança em função da classificação, eventualmente, e do investimento que essas mesmas equipas fizeram no próprio campeonato. Tem sido muito complicado e difícil e dou os parabéns aos jogadores. Foram eles os grandes obreiros deste resultado. Acreditaram no processo e trabalharam até ao limite. Este é o nosso estilo. Esta vitória só é possível porque eles acreditaram até ao fim para dar a volta à situação. Estamos muito felizes e acho que já merecíamos este bocadinho de sorte a acabar o jogo. No próprio jogo, a sorte não esteve connosco em alguns momentos, na minha opinião. Falo de alguns lances de bola parada, o lance com o Silas isolado, o golo que daria mais conforto, etc. Estou feliz pelos jogadores e por toda a estrutura tendo em conta o que temos feito." 

Por Flávio Miguel Silva
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