Filipe Moreira: «Sp. Espinho é um jogo de nível de dificuldade altíssimo»

Treinador dá o exemplo da eliminação do Nacional

• Foto: Ricardo Nascimento

O treinador do Vilafranquense, Filipe Moreira, anteviu a Record o embate da 3ª eliminatória da Taça de Portugal diante do Sp. Espinho que acontece no sábado em Fiães. 

RECORD – O trabalho durante a semana foi mais proveitoso tendo em conta a vitória diante da Oliveirense?

Filipe Moreira - Trabalhar sobre vitórias ajuda sempre o processo. Dentro desse contexto em que se inserem dois bons resultados. Como tínhamos dito, a equipa tem estado a trabalhar com muito mais qualidade que anteriormente em função das alterações que introduzimos. Foi uma semana muito positiva mas o que fizemos é passado. Agora temos é de pensar no Sp. Espinho e nessa realidade.

R – O que conhece do Sp. Espinho? Trata-se de uma equipa que atua no Campeonato de Portugal e já eliminou uma outra equipa da 2ª Liga [Nacional].

FM – Conheço bem a equipa do Espinho, conheço a qualidade que vamos encontrar, conheço bem a qualidade do adversário, reconheço o grande historial que o Sp. Espinho possui ao longo do seu trajeto. É um clube que merece os maiores encómios da minha parte, pela sua história. Tudo aquilo que tem mostrado e dado ao futebol português. É uma equipa bem orientada pelo João Ferreira que veio substituir o Rui Quinta, que está a fazer um bom trabalho. É uma equipa competitiva, à imagem do seu próprio clube. Vamos jogar no campo do Fiães que sabemos que é um campo igual ao nosso Campo do Cevadeiro, com dimensões iguais, não ao de Rio Maior. Sabemos que estes jogos também funcionam muito com as condições que o campo pode apresentar com a chuva incluída, que pode tornar o campo mais pesado. O público poderá estar mais em cima do retângulo de jogo, eles têm uma claque fantásticas que não pára de apoiar os seus jogadores. É um jogo de nível de dificuldade altíssimo e o Nacional que o diga. Foi eliminado nesse espaço.

R – Pode haver espaço a que jogadores menos utilizados possam entrar no sábado?

FM -  Vai haver espaço para jogarmos para ganhar, sempre! Quem joga… vão jogar aqueles que o treinador entende que são os melhores para o jogo e dentro desse sentido é o que vai acontecer.

R – Disse no início da época que a Taça da Liga não era um objetivo. O primordial é a permanência na 2ª Liga. E a Taça de Portugal, onde fica?

FM – A Taça da Liga foi um momento que vivemos. Queríamos ter passado os penáltis mas o Casa Pia foi mais feliz naquela altura. Foi bom para eles que estão na fase de grupos. Quanto à Taça de Portugal, entramos na mesma a pensar que entramos sempre para ganhar. Às vezes o nível de dificuldade aumenta em função do adversário. Às vezes a trajetória não pode ser tão completa em função da qualidade dos opositores mas enquanto pudermos estar na Taça de Portugal iremos sempre fazer por isso e temos de ter respeito por nós próprios e por aquilo que temos feito desde que estou no Vilafranquense.

R – Ir o mais longe possível na Taça de Portugal é evitar uma equipa da 1ª Liga passando o Sp. Espinho?

FM – Só podemos pensar neste jogo, isso era faltar ao respeito ao Sp. Espinho. Se lhes faltarmos ao respeito pagamos uma fatura natural. As diferenças são normais, não há grandes diferenças por haver uma equipa de um campeonato e outra de outro. Sou um treinador que tem vivido muitos anos no Campeonato de Portugal e sei que estes jogos são tudo para as equipas desse escalão. Há que dar tudo, há que mostrar que queremos continuar na Taça de Portugal e depois apanhar, se calhar, outra equipa com outra condição ou ainda ir mais longe.

Por Flávio Miguel Silva
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