Filipe Moreira: «Vamos ver no jogo o que se ganhou em 15 dias»

Técnico projeta Farense com a paragem competitiva

• Foto: Vítor Neno

O que espera do jogo frente ao Farense?

É mais uma ótima equipa que vamos defrontar com objetivos diferentes do nosso, que está a fazer um início de campeonato de grande qualidade e joga num estádio mítico onde o jogador gosta de jogar. Há lá um grande ambiente e as pessoas gostam de futebol.  Há vários ingredientes dos adversários e da nossa parte. Estamos melhores, queremos cada vez mais consolidar o processo e mostrar que possuímos qualidade para jogar nos grandes palcos. A partir daí é esperar que o jogo comece e a partir daí, em relação às dificuldades, é o jogo que as vai dizer que são boas para o adversário ou para nós. Apanhar um adversário fácil não existe em alta competição. As dificuldades aparecem no decorrer do jogo. Perceberemos melhor o que teremos pela frente.

O ambiente no São Luís em Faro

Gostamos disso, de bons ambientes, de muita gente à volta, de estádios com história e equipas com qualidade. A Segunda Liga tem um nível de dificuldade elevado e os resultados não são o que as pessoas esperam tendo em conta o equilíbrio que as equipas possuem. Por isso dá-me tanto prazer fazer parte daquele momento mágico que é o início do jogo. Depois, há que desfrutar da qualidade dos intervenientes. Que o futebol seja sempre valorizado e que nós tenhamos prazer em fazer parte deste futebol.

Interregno na competição e o processo do futebol

Foi uma vantagem para nós. Para as equipas que estão mais atrasadas no processo, com a entrada de novos jogadores e com a assimilação de novas ideias, ganhamos por um lado e perdemos por outro mas eu entendo que esta paragem, em função do que temos vindo a fazer desde início, é uma paragem com qualidade no processo de treino. Teve entrosamento num conjunto de ideias que os jogadores precisavam de assimilar e o tempo joga sempre a favor de quem não estava tão preparado como outras equipas, sendo o caso do Farense.

Confiança num resultado positivo

Quando um treinador não acreditar naquilo que faz, a partir daí estamos todos ao contrário. Sinto que é um processo difícil nesta parte inicial, não sendo tão positivo em termos de resultado final. Não há uma imagem tão completa do potencial de todos mas, dia-a-dia, vamos fazendo a diferença pela positiva. Independentemente dos resultados, há o crescimento da própria equipa e eu sinto isso no processo de treino. Agora vamos ver no jogo o que se ganhou em 15 dias e o que se tem de fazer, se estamos mais próximos daquilo que se deve ser a nossa realidade ou estamos mais distantes. O que sabemos é que estamos perante um jogo de nível de dificuldade elevado face ao valor do adversário mas queremos, cada vez mais, olhar os adversários de frente, respeitando desde a primeira hora mas mostrando uma identidade e os nossos valores.

Por Flávio Miguel Silva
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