Filipe Moreira vê o «Sp. Covilhã na serra e em alta» e fala do 8 e 80 após o Benfica B

Técnico da equipa de Vila Franca de Xira ressalva bom momento do oponente

• Foto: José Gageiro

O que esperar do Sp. Covilhã

"Já tive o prazer de treinar o Sp. Covilhã. Já passaram uns anos mas fui muito bem tratado. O pouco tempo que lá estive, as pessoas estimaram-me. Foi um clube onde gostei muito de trabalhar. O Sp. Covilhã? Está na serra e está em alta! É uma equipa que vai em primeiro lugar nesta altura, está na Taça da Liga ainda e vive um momento de tranquilidade. Sentem-se muito mais confiantes, tranquilos e cientes do seu potencial. Trabalhar sobre vitórias é sempre muito importante. Sabemos que vamos encontrar uma equipa competitiva, intensa em certas zonas do campo e bem orientada. Tem qualidade e é uma equipa de 2ª Liga que quer fazer um bom campeonato. Estamos preparados para as dificuldades como será sempre o apanágio desta prova. Ai daquele treinador que pense alguma vez que as coisas se vão tornar mais fáceis ou que o são. Isso não acontece. Dentro dessa perspetiva, sabemos para onde vamos, o que vamos encontrar e estamos preparados para um nível de dificuldade elevado."

Como pensa que o treinador Ricardo Soares pode surpreender

"Isso ele vai ver, é aquele jogo engraçado dos treinadores. O que interessa é que há treinadores com qualidade em qualquer campeonato. A Segunda Liga está cheia de grandes treinadores como o Campeonato de Portugal mesmo que às vezes não reparem nisso. Sei que ele é um treinador que quer e vai chegar ainda longe. Estamos preparados para fatores-surpresa, diferenciados em determinados momentos, etc. Essa é a estratégia do treinador em função do adversário."

A dificuldade em jogar na Covilhã

"É complicado e é bom que seja assim. É um clube com história, grande e as pessoas gostam de ir ao futebol. O Vilafranquense tem uma equipa em crescimento, com qualidade que sabe o que quer fazer neste campeonato, tem princípios e valores e respeita muito os jogadores. Estamos num processo inicial mas diariamente olhamos uns para os outros e respiramos melhor. Sabemos como corremos, como temos de nos movimentar cada vez melhor. Isto é natural em termos do tempo de treino e de jogo que passamos a ter. Tudo isto era muito giro para o Sp. Covilhã e para o Vilafranquense e agora estão em confronto. Tudo isto que à partida parecia estar melhor e estável… tudo concerne ao momento do jogo em que fica diferente por uma razão ou outra. A beleza do jogo está exatamente nestes detalhes."

O peso do 4-0 no balneário e os pés assentes na terra

"A seguir ao jogo e nos primeiros dias de treino é normal. A mensagem que passo é naturalmente para que percebam que o jogo já passou. Foi bom, foi diferente, foi a primeira vitória perante um grande clube e uma grande equipa num jogo especial para nós, o primeiro jogo em casa. Se me vou agarrar a isso, vamos pagar faturas em qualquer momento da vida. O português tem esse hábito: ir do 8 ao 80. De repente estávamos no 8 e passámos para o 80. O Sp. Covilhã está no 80 e muitos porque está numa realidade superior à nossa, mas não é o caminho. Eu não gosto disso, não vai ser o caminho e não alimento isso. Não faz parte de mim. Eu, tal como a equipa, temos de estar equilibrados naquilo que queremos e no caminho que queremos. A partir daí é tudo diferente. Pensar que é fácil ou pensar que está tudo bem não é o caminho nem vai ser essa visão que eu passo aos meus jogadores."

Por Flávio Miguel Silva
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