João Tralhão: «Estou muito entusiasmado com o Vilafranquense como estava quando fui para o Monaco»

Técnico analisa diferentes experiências de carreira

• Foto: Monaco

Conheceram-se no curso UEFA Pro no País de Gales e rapidamente se fizeram amigos através das ideias comuns no futebol. Acabaram por trabalhar juntos quando Thierry Henry se tornou treinador principal do Monaco, passando João Tralhão a ser seu adjunto. O agora treinador do Vilafranquense explicou como surge a experiência em Vila Franca de Xira, a primeira como técnico principal de uma equipa sénior.

"Depois de sair do Monaco, queria parar, respirar e ter um tempo para refletir. Eu tinha acabado de trabalhar 20 intensos anos sem interrupções. Quando és treinador, às vezes precisas de fazer uma pausa para entender onde estás. Quando Thierry Henry decidiu ir para o Canadá [em novembro de 2019], não pude acompanhá-lo por motivos pessoais e com muita pena. Comecei então a procurar um novo desafio. Tinha muitas possibilidades, o que me deixa orgulhoso, mas havia surgiu a pandemia. Considerando este contexto, senti que a oferta que fazia mais sentido era a do Vilafranquense. Fiquei muito honrado por eles terem feito esta proposta e estou muito animado com este projeto", vincou o timoneiro dos unionistas em declarações à RMC Sport. 

Gostaria de voltar a trabalhar com Thierry Henry?

"Vivo o futebol dia após dia. Comecei há 20 anos, nos escalões de formação, com 20 anos. Cresci, evoluí, construí as minhas ideias, a minha filosofia e vivo o futebol assim, no dia a dia. Hoje estou muito entusiasmado com o projeto do Vilafranquense como estava muito motivado quando entrei para o Monaco. No futuro, terei de ser desejado, motivado para ter sucesso. Veremos."

A filosofia é partilhada com Henry?

"Gosto de abordar o jogo de uma forma ousada. Quando falamos de futebol, começamos por tentar encontrar espaços para atacar o adversário. Quando estávamos a discutir o jogo ou os treinos, a primeira coisa em que pensamos, numa grande parte das nossas conversas, foi sobre como atacar o nosso adversário. Rapidamente identifiquei-me com essa filosofia. Como pessoa gosto de atacar, de ir para a frente, de ter o controlo do jogo, da bola e como treinador é a mesma coisa. O Thierry [Henry] também é assim. Entendemos rapidamente que tínhamos as mesmas ideias, a mesma filosofia: atacar, ter o controle do jogo, garantir que tínhamos mais bola do que o adversário."

Por Flávio Miguel Silva e Vasco Antão
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