Marcos Vinícius fintou a pobreza em criança e persegue um sonho: «Jogar no São Paulo»

Lateral do Vilafranquense usou roupa emprestada e a mãe reparava ténis deitados ao lixo

• Foto: Pedro Ferreira

Marcos Vinícius cumpre a primeira época fora do Brasil em 2020/21, ao serviço do Vilafranquense. Mas até aqui chegar, o defesa brasileiro de 23 anos passou por dificuldades na vida que agora relatou em entrevista ao 'Globoesporte'.

"A minha mãe e os meus tios ficavam com roupas emprestadas pelos meus primos. Quando chegava a casa, devolvia as roupas que me haviam emprestado", contou o jogador contratado pelos ribatejanos à Chapecoense, para quem até jogar futebol era complicado. "O meu vizinho mandava fora os ténis rasgados e a minha mãe pegava neles e colava a parte da frente. Eu usava-os para tudo", recordou o lateral-direito que soma 19 encontros oficiais realizados esta temporada.

Marcos Vinícius revelou que em 2018 acabou por ir por caminhos que não devia, com a ascensão no futebol. "Quando saí do Atlético Tubarão e fui para a Chapecoense, deparei-me com uma realidade totalmente diferente. No Tubarão, o parque automóvel era mais humilde. Na Chapecoense, havia apenas carros de luxo. Deslumbrei-me, passei a pensar mais em dinheiro do que até mesmo na minha carreira. Não tive muitas oportunidades e foi aí que comecei a sair à noite. Perdi a humildade de escutar, de querer aprender, achava-me o dono da razão. Naquele tempo, ter conhecido a minha esposa foi a minha salvação, fez-me voltar à realidade e melhorar como pessoa e profissional", vincou o jogador que quer cumprir um sonho na carreira. "Voltar ao São Paulo para jogar na equipa profissional. Foi o clube onde cresci, aprendi, onde me ensinaram a ser um homem. Quero retribuir tudo o que um dia eles fizeram por mim", frisou Vinícius.

Em 2019, esteve ao serviço do Criciúma e lutava por um lugar com o experiente Maicon, campeão europeu pelo Inter Milão com José Mourinho, em 2010. "O Maicon sempre me deu conselhos. Dizia  que um lateral, quando chega à linha de fundo, não tem de cortar para o meio mas, sim, fazer uma assistência. Não é cruzar por cruzar", sublinhou.

Por Flávio Miguel Silva
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