Plantel "quase fechado" com uma aposta esmagadora em jogadores com experiência em Portugal

Francisco Gomes da Silva, chief scout do Vilafranquense, revelou estratégia do mercado de transferências

Francisco Gomes da Silva dirige departamento de scouting do Vilafranquense.
Francisco Gomes da Silva dirige departamento de scouting do Vilafranquense.
Francisco Gomes da Silva dirige departamento de scouting do Vilafranquense.
O Vilafranquense dá o pontapé de saída na Liga SABSEG no domingo, em casa do Moreirense, com o plantel praticamente fechado em termos de entradas e com uma preferência clara para o mercado nacional, em contraponto do que havia sucedido nas temporadas anteriores.

Ao analisar as contratações dos ribatejanos para 2022/23, a esmagadora maioria já jogava em solo nacional, e preferencialmente na Liga SABSEG. Na baliza, o clube de Vila Franca de Xira apostou em Fábio Duarte (ex-Benfica B) e Pedro Trigueira (ex-Tondela). Na defesa, os unionistas foram buscar Anthony Correia (ex-Estrela da Amadora) e Bruno Almeida (ex-V. Setúbal).

No meio-campo, surgiram as novas adições de Junior Franco (ex-Penafiel), Zimbabwe (ex-Rio Ave), Ricardo Dias (ex-Académica) e Luís Silva (ex-Varzim). Já no ataque, João Mário (ex-Académica), Tipote (ex-Estrela da Amadora) e Edson Farías (ex-Penafiel) foram contratados.

Dos 13 reforços oficializados, 11 já jogavam em Portugal. As exceções são Idrissa Sambú, ex-Gaz Metan, mas que ainda assim tem um grande passado no nosso país, nas equipas de formação de Sporting e FC Porto, e também Léo Alaba. Este último será o único membro do plantel de Rui Borges que não sabia o que era jogar em Portugal e nem sequer na Europa. O lateral-direito brasileiro chegou ao Cevadeiro proveniente do país-natal, onde alinhava no São Joseense.

Entradas dependentes de saídas

Francisco Gomes da Silva, chief-scout do Vilafranquense, revelou que os ribatejanos ainda procuram um jogador, tal como Record havia adiantado. "Há uma posição onde só temos três jogadores que é a de defesa-central. Precisamos de ter quatro centrais e precisamos de ir ao mercado para ir buscar um. Fora isso, só iremos mexer na equipa tendo em conta possíveis saídas", vincou em declarações no podcast 'Campo de Sonho', acrescentando que podem existir "uma saída ou outra" e que o "plantel está praticamente fechado".

Para 2022/23, o dirigente dos unionistas revelou que as expectativas passam por "acabar numa posição superior na tabela à da época passada", em que o Vilafranquense terminou no 12º lugar, a melhor classificação de sempre na 2ª Liga. "Esta é a quarta temporada do clube na 2ª Liga. Queremos uma classificação ainda melhor e acreditamos que isso é possível tendo em conta o plantel e a equipa técnica que temos ao dispôr", reiterou.

Gomes da Silva explicou ainda em que linhas assenta o projeto do Vilafranquense. "É consolidar a equipa na 2ª Liga conseguindo crescer o máximo possível. Acima de tudo, valorizar e potenciar jovens ativos. Por isso, tínhamos de ir para uma equipa técnica que fizesse essa aposta, sem medos e com coragem, sem problemas em apostar em jovens. A base do plantel também é montada sobre esta ideia. Queríamos oito a 10 jogadores com experiência em contexto de 2ª Liga, mais oito a dez que sejam jovens que possam crescer e ser potenciados e, depois, mais quatro a cinco jogadores mais experientes que acabem por ser diferenciados em contexto de 2ª Liga. Foi assim que formalizámos a equipa para esta temporada", desvendou.

Por Flávio Miguel Silva
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