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Jorge Andrade é um defensor da "paixão pelo jogo", que deve estar "acima dos clubes", e dá o seu exemplo como jovem jogador do E. Amadora, quando assistia, ao fim de semana, aos jogos em Alvalade e na Luz. "Entrava com o cartão de jogador e via todos os jogos. Acabei no FC Porto e defendo o clube com todas as minhas forças", frisa o antigo central, que critica a forma como se está a perder o futebol de rua. "O guarda-redes já finta, perdemos os extremos criativos e mesmo a nossa Seleção perdeu com isso, pois jogamos demasiado por dentro. Já estamos a castrar os talentos desde a formação", diz o embaixador da Liga.
A expulsão na meia-final da Champions contra o FC Porto, "ainda mais pela forma como foi", numa brincadeira com Deco, foi um dos momentos "mais difíceis" da carreira. Mas houve outro mais marcante: "O autogolo no Euro’2004 marcou-me mais, porque o meu pai foi ver o jogo e ele não chora por nada. Quando me disseram que ele chorou por uma ação negativa minha, isso causou impacto. Felizmente, quase ninguém se lembra que fiz o autogolo, porque a equipa ganhou."
Assumindo que "preferia jogar pela Seleção, porque era a minha paixão, do que pelos clubes", Andrade admite que "não era tão dotado como o Quaresma", mas sentiu "a paixão pela bola desde criança" e teve de lutar para ficar no clube do coração: "O Estrela ganhou a Taça de Portugal quando era pequeno e toda a gente na Amadora e arredores queria participar nas captações. Mas na minha época só ficava quem era competente..."
Por Record