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Pedro Proença e final-four da Taça da Liga: «Emoção em campo não faltará»

Pedro Proença manifestou-se muito confiante no sucesso da organização da final-four da Taça da Liga, prova que vai disputar-se em Leiria, entre os dias 19 e 23 deste mês, e que contará com a presença de Benfica, Sp. Braga, FC Porto e Sporting.

No editorial que escreveu na revista 'Liga-te', o presidente da Liga destacou as medidas sanitárias e as cautelas que rodeiam a prova, tudo  para que "festa (possível) do futebol" possa voltar a acontecer.

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Leia o texto na íntegra:

"O mundo parou e todos partimos à procura de novos caminhos, sem descuidos desnecessários, nem receios desmedidos. O Futebol Profissional, como indústria de relevo no tecido económico português e fenómeno social de enorme impacto resiste, persiste e vai continuar.

Nos dias 19, 20 e 23 de janeiro disputam-se os três jogos da Final Four da Allianz CUP. Em Leiria, Benfica, Braga, FC Porto e Sporting discutem entre si a atribuição do troféu. Condicionados, mas com festa a que já habituámos os adeptos. Os tempos assim o impõem e valores mais altos se levantam – neste caso, a saúde pública. Emoção em campo, não faltará!

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E se a saúde do público está, por natureza, e logo à partida, preservada, cabe à Liga Portugal organizar a competição com todo o profissionalismo que a caracteriza, respeitando todas as medidas de segurança que acautelem a situação de todos os envolvidos no evento: atletas, treinadores, pessoal de apoio, assistentes e demais profissionais envolvidos.

Não será, contudo, despropositado apontar o papel terapêutico e pedagógico que o futebol pode (e deve) assumir nestes novos tempos. Os seis jogos experimentais já realizados em tempo de pandemia, deixaram a prova a quem de direito: e continuamos a trabalhar na retoma dos adeptos aos estádios. Com regras, cautelas, restrições, limitações ao número de adeptos nas bancadas, com distanciamento social e sem facilitismos, nem qualquer laivo de falta de consciência, tudo será possível. E a festa (possível) do futebol pode voltar a acontecer, o arregimentar de adeptos (mesmo sem abraços) pode voltar a conferir aquele sentimento de pertença que se foi perdendo neste período de afastamento forçado. Não se trata de um analgésico ou um paliativo, mas antes das medidas terapêuticas possíveis no tecido social enfermo, bem para lá da pandemia, antes pelas medidas restritivas que continuam a ter de ser impostas.

Esta 14.ª edição da Final Four terá, porém, todas as garantias de segurança para os intervenientes. E com toda a confiança que, juntos, em articulação com as entidades competentes, seremos capazes de superar esta fase e ter a destreza de saber reinventar o futuro. Sem abdicar dos imperativos cuidados e medidas profiláticas ditados por estes tempos ímpares – mas sem nos atirarmos para a condição cativa de que temos de ter a coragem de nos libertar."

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Por Record
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