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O digital está a mudar a forma como vemos o mundo, mas também como consumimos futebol, pelo que reinventar a paixão pelo desporto-rei é um dos grandes desafios do presente e futuro. O tema esteve em discussão na terceira edição das Record Talks, que decorreu no palco da final da Allianz Cup, com Tiago Madureira, diretor-executivo da Liga Portugal, a assumir que a indústria "vive o momento mais desafiante de sempre".
Convidado por Sérgio Krithinas, diretor-adjunto de Record, a explicar como se pode "manter a chama acesa" junto dos mais jovens, o dirigente sublinhou que "a paixão é o que difere o futebol do resto das atividades de entretenimento", mas este é um tempo com um "conjunto de gerações que têm hábitos de consumo totalmente distintos". "A multiplicidade de ferramentas e tecnologias obriga-nos a ter estratégias para estes targets", frisa, notando que "os miúdos já não seguem os clubes, mas os jogadores". Algo desafiante, além das plataformas de entretenimento, que lutam por audiências. "A questão é como pomos mais gente a ver futebol e das mais diferentes formas?", disse o responsável, para quem eventos como a Allianz Cup podem ajudar a aproximar os jovens: "A final four permite trazer pessoas que, por norma, não vão ao futebol, famílias inteiras, aproveitando a animação da fan zone". Frisando a "estratégia de proximidade com os adeptos" e o resultado da parceria com a Allianz, que "tem permitido dar novo élan" à prova. "Quando construímos este plano, tentámos ser diversificados e, ao fim de seis anos de modelo de final four, as pessoas já têm consciência que esta é uma taça diferente", considera o dirigente, revelando que a final foi transmitida em 141 países e o próximo passo pode passar pelo estrangeiro. O parceiro parece destinado. "Com os passos que a Liga tem dado na internacionalização, se calhar faz sentido fazê-lo com um parceiro como a Allianz, que é uma marca global", advoga.
Tiago Madureira: «Clubes mais envolvidos»
O diretor-executivo da Liga Portugal mostra-se agradado com o crescente interesse na Allianz Cup e elogia a parceria com a seguradora, que tem proporcionado condições para valorizar a prova e reforçar o interesse dos clubes. "Esta é a 16ª edição e os clubes estão mais envolvidos do que nunca em vencer um troféu já consolidado no panorama competitivo nacional", afirma Tiago Madureira, notando que há atletas "que vivem nesta final four o ponto mais alto da carreira e reconhecem isso", o que ajuda à motivação e ao espetáculo.
Outro aspeto "importante" é a "notoriedade" que Arouca e Ac. Viseu tiveram, desmistificando "a ideia que a Taça da Liga é para os grandes". "É uma prova altamente democrática e, como em tudo, os clubes com maiores condições chegam mais vezes mais longe", nota o dirigente, assumindo que a Allianz Cup tem um "ADN diferente das competições principais da Liga", desde logo porque é um troféu de "direitos centralizados, o que abre um leque de ferramentas à Liga, que permite controlar e colocar o entretenimento à frente no posicionamento da prova".
Tiago Madureira agradece o "envolvimento" da Allianz no novo figurino. "Há um antes e depois, houve um processo de transformação de como clubes e adeptos veem a Taça da Liga e esse caminho foi feito com a Allianz". "É quase como se fosse uma competição nova desde o envolvimento da Allianz", remata o dirigente.
Por André Antunes Pereira