Que importância terá ganhar o primeiro troféu neste regresso ao Benfica?
"Pessoalmente não vai mudar grande coisa. Mas gostava muito que acontecesse. Para o Benfica, mais uma ou menos uma Taça da Liga, menos um troféu ou mais um troféu no museu, não vai mudar a história. Mas a alegria dos adeptos e um grupo que merece muito é aquilo que, no fundo, cativa a que haja esta ambição. Olho para este grupo e é um grupo muito bom. De gente muito boa, muito amiga, de miúdos que não criam um único problema. Trabalham muito e bem. As pessoas à volta têm uma dedicação muito grande. E é por todos eles que eventualmente gostaria de ganhar um troféu".
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Que importância terá ganhar o primeiro troféu neste regresso ao Benfica?
14:2806.01.2026
Que importância tem estar em Leiria? Pode ter algum simbolismo para si...
"Jogar em Leiria ou noutro sítio é igual. Faça mais uma...".
Não tendo o Samuel Soares, não vai haver rotatividade na baliza?
"Não. Mas faça mais uma pergunta...".
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14:2706.01.2026
Benfica é o clube que mais conquistou a Allianz Cup. Isso aumenta a responsabilidade?
"Não, de todo. Mas faça outra pergunta...".
14:2706.01.2026
Se o Benfica passar à final da Allianz Cup, terá um jogo com o FC Porto muito próximo. Vai pensar no de amanhã já a pensar no resto dos jogos? Como está o Aursnes fisicamente?
"Não temos condições para pensar em nenhum tipo de gestão. Por outro lado, os dois jogos que já temos marcados, que são Sp. Braga e FC Porto, e depois no meio eventualmente poderá vir Sporting ou V. Guimarães, são jogos que não dão muito espaço a pensar em rotatividade. Principalmente numa meia-final que poderá dar origem a que, em vez de jogares uma final, vás diretamente para casa. Aursnes e todos os outros... Vamos com tudo até onde der. Não temos condições para fazer muita rotatividade. Não temos. Não há jogadores suficientes, não há duplos ou réplicas. António Silva e Tomás Araújo, por exemplo. António ia jogar contra o Estoril. Vamos como vamos e vamos até ao limite. Quando jogarmos com o FC Porto na quarta-feira, e eventualmente esse jogo poderá ter mais 30 minutos, jogamos com o Rio Ave passados dois dias. Se olharmos nessa perspetiva, com todos os problemas que temos, não temos condições. Tem de ser jogo a jogo. A pergunta do Aursnes é específica. Amanhã joga, será titular. E se houver jogo no sábado, logo se vê como reagiu".
Nunca disputou a final da Allianz Cup. Isto reveste-se de maior importância? Ou é só mais uma Taça?
"Não consigo olhar para as coisas desta maneira. Se calhar nem jogo a final da Allianz Cup... Já aí, já é um 'se'. Depois, se jogar, pode ser que ganhe ou não ganhe. Não gosto muito de ir na situação do hipotético. Que estou habituado a jogar finais, que ganhei muitas e que perdi algumas... E que isso me dá um know-how, uma certa estabilidade emocional, sim. É verdade. Mas acho que não ajuda a ganhar ou a não ganhar. São coisas completamente independentes. O facto de ter ganho tanta coisa não me retira de todo o mínimo apetite. Continuo igual".
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14:2306.01.2026
Luciano Gonçalves defendeu que o futebol português não está preparado para a forma como os árbitros comunicam. Concorda? Os problemas da arbitragem em Portugal devem-se aos programas de televisão?
"O presidente dos árbitros será a pessoa indicada para esse tipo de análise. Acho que o debate público encerra uma dose maior de pressão. Imagine a minha equipa fazer um jogo horrível e perder. Era muito melhor para mim acabar o jogo e não ir à imprensa. Era muito melhor que durante uma semana não se falasse dos erros que eu cometi, que a equipa cometeu. Obviamente que daria maior estabilidade. Mas, por outro lado, o debate público, o confronto, as perguntas... Também dão sentido de responsabilidade diferente. Obrigam-nos a enfrentar as coisas, a enfrentar os problemas que tivemos, que criámos, que nos foram criados. Não sei o que será melhor ou pior. Uma coisa que seria boa, e não é obviamente fazer um autoelogio, era seguir a minha perspetiva: antes dos jogos, os árbitros são todos bons. Não há um único que não seja bom e competente, que não seja honesto, que digas 'este não quero'. Vamos confiar neles, dar confiança. Não estou a vender fumo nem a fazer teatro. Para mim, todos os árbitros que possam apitar jogos do Benfica são bons e bem-vindos. Depois do jogo, em função da performance, são bons ou maus. E neste sentido, acho que não há nada a fazer. Nós treinadores vamos sempre dizer 'não estou contente por isto que aconteceu'. Vocês, ou os programas, vão sempre analisar. Mas depois também dá para perceber que há muitas situações que, mesmo analisadas pelos experts e hipotéticos experts, não trazem unanimidade. Pode acontecer um penálti assinalado com seis comentadores de arbitragem que dizem que é penálti e outros quatro que dizem que não. E é por isto que continuo a dizer: por que razão é que o VAR perturba o desenvolvimento natural do jogo? O VAR ajuda em situações claras. E nesse sentido, qualquer árbitro ficará superfeliz em ter alguém que fala com ele ao auricular e diz 'amigo, cometeste um erro inequívoco. Anda cá'. O árbitro vai, vê, muda a decisão e saímos todos felizes. O que me perturba são as situação duvidosas. E são exatamente essas que vão dar origem a que se fale muito. E que obviamente criam instabilidade maior nos árbitros".
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Luciano Gonçalves defendeu que o futebol português não está preparado para a forma como os árbitros comunicam. Concorda? Os problemas da arbitragem em Portugal devem-se aos programas de televisão?
14:1706.01.2026
Já tem previsão para o regresso de Barrenechea. O que isso pode significar para o Manu?
"O que posso dizer do Enzo é que foi decidido o tratamento conservador, não cirúrgico. Se houvesse, a época tinha acabado. Tendo em conta que precisamos dele e tendo em conta a avaliação que ele e o departamento médico fizeram, há boas possibilidades de poder recuperar de maneira, digamos, não cirúrgica. De modo mais conservador, reforçando a área e tudo mais. E nesse sentido, vamos ver. Pode ser que chegue ao jogo com o FC Porto. Se não chegar, pode ser que chegue ao Rio Ave. Mas, claramente, amanhã não. E eventualmente a uma final, também não. Manu? Portas que se fecham, portas que se abrem. Neste momento, temos dois jogadores para aquela posição já com estabilidade na primeira equipa, Manu e Aursnes. Podemos jogar perfeitamente com o Fredrik e não com o Manu. As opções estão ali. E depois o Prioste, que tem meia dúzia de minutos na equipa principal na época passada, mas muitos na equipa B. Muitos minutos a demonstrar maturidade, conhecimento do jogo. Treina connosco todos os dias. É um jogador da equipa principal que vai à B, não o inverso".
Uma eventual conquista da Allianz Cup chegará para considerar esta uma boa época?
"É tudo muito hipotético. Ganhar ou não ganhar não sabemos. Nem sequer sabemos se chegaremos à final. Se chegarmos, hoje também não sabemos se ganhamos ou perdemos. Não sabemos se trazemos a Taça ou não. Tudo isso é muito hipotético. Não gosto de ver as coisas nesse sentido de 'isto será ou não suficiente'. Suficiente é fazer o que fazemos: chegar ao limite do que temos para dar. No meu caso como treinador, no caso dos jogadores como jogadores. Cada um dar o seu máximo independentemente da situação ser boa, menos boa, má ou péssima. Esse é sempre o desafio que coloco a mim e a quem trabalha comigo. Mas mesmo depois da Allianz Cup, mesmo que ganhemos, se me fizer a mesma pergunta... Não vou conseguir [responder]. Tente compreender a minha maneira de ser, não é agora com 62 anos, 11 meses e alguns dias que vou mudar".
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14:1306.01.2026
Ruben Amorim foi despedido do Man. United. Consegue entender a situação que está a passar? Essa saída é um fator de pressão para os treinadores em Portugal?
"Um fator de pressão para os treinadores em Portugal não percebo porquê. Mas cada treinador responderá por si próprio. Para mim não. A minha carreira no Man. United conheço bem. O motivo pelo qual acabei por sair também conheço bem. Mas como sempre faço, ou tento fazer, quando saio de um clube fecho a porta. Ou são eles que me fecham a porta... E depois não faço comentários, não analiso muito externamente o que aconteceu. Fecha-se uma porta, abrir-se-á uma outra. Que foi o que aconteceu. A história ficou lá, os números ficaram lá, as três medalhas que ganhei vieram para casa. O que se passou com o Ruben é uma coisa que só o Ruben poderá analisar. Conhecendo-o mais ou menos bem, acredito que o fará. Se ele depois o fará convosco e tornará pública a sua visão da situação, já é uma coisa que não sei".
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Ruben Amorim foi despedido do Man. United. Consegue entender a situação que está a passar? Essa saída é um fator de pressão para os treinadores em Portugal?
14:1006.01.2026
Olhando para o último jogo com o Sp. Braga, podemos esperar um jogo mais calculista?
"Às vezes as vossas perceções de fora, que são obviamente legítimas e muitas vezes têm como base o que vêem, não são coisas que os treinadores quiseram que acontecesse. Às vezes os jogos vão em direções que os treinadores não querem. Não acredito que o Sp. Braga, a ganhar 2-1 ao intervalo, tenha entrado na 2.ª parte a dizer 'agora vamos só defender'. Mas quem visse a 2.ª parte, poderia pensar que o Sp. Braga vinha para defender o resultado. Não acredito que seja verdade. E se alguém disser que o Benfica depois de ter feito o 1-0, sem ter feito muito até àquele momento, tentou simplesmente defender... É errado. Às vezes os jogos vão em direções que não se quer. Mas isto nem sequer é um jogo a pontos, tem de acabar com um vencedor. E daquilo que conheço do Sp. Braga, e sem ter uma relação muito próxima com o Carlos [Vicens], conhecendo o processo de formação, também não acredito que vá ali pensar 'vamos aguentar até ao minuto 90 que depois há penáltis e é uma lotaria'. Tem tudo para ser um bom jogo, tal como o de Braga".
Face a janeiro, está dependente dos jovens? Pode dar muitos minutos e estreias a alguns?
"Estamos numa situação em que ainda nos conseguimos equilibrar. Dar o exemplo do Gonçalo Oliveira: amanhã estará no banco. Mas está ali à porta. Podia dar-lhe obviamente mais exemplos. Sem o Enzo, o Prioste está à porta. Com Dahl, a porta está fechada para o José Neto entrar. Mas, se eventualmente abrisse, ele está perto da porta. Temos vindo a abordar os nossos problemas sempre da mesma maneira. Recordar o drama da lesão do Lukebakio. Abordámos as coisas no sentido de 'ok, sabemos o jogador que é e a importância que tem'. Estávamos a tentar desenvolver a equipa numa ou outra direção. Internamente, algumas lágrimas. Mas tentámos sempre passar a ideia de que íamos encontrar soluções. Agora a coisa está efetivamente mais difícil. Mas com esta situação da equipa B jogar na 2.ª Liga e a 2.ª Liga ser um campeonato que dá experiência aos mais jovens, dificuldades que não têm a jogar contra meninos da sua idade... É um campeonato muito bom para o desenvolvimento deles. Quando têm de jogar connosco, têm uma preparação já muito boa".
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Face a janeiro, está dependente dos jovens? Pode dar muitos minutos e estreias a alguns?
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14:0506.01.2026
Tendo em conta o quadro clínico do Benfica e o mês que aí vem, há a necessidade de reinventar?
"Há sempre necessidade não diria de reinventar mas de adaptar. E principalmente porque nos vão faltar opções em termos de rotatividade, em termos de um segundo jogador para cada posição. Vamos ter de fazer um bocadinho de exercício, digamos. Se não há António Silva e se há Tomás e Otamendi, obviamente que o terceiro virá de baixo. Neste caso, o Gonçalo Oliveira. E por aí fora. Mas agarramo-nos também à equipa B e ao trabalho que fazemos com eles. Ontem a equipa B foi claramente prejudicada pelas necessidades da equipa A. Ter que 'obrigar' o Veríssimo a tirar ao intervalo o Prioste e o João Rego prejudica a equipa B, prejudicou-os naquele jogo. Mas eles vão estar no banco amanhã e não poderia fazê-los jogar 90 minutos. Dentro deste tipo de colaboração, nasce a proteção aos problemas de lesões que temos neste momento. Sem ter que reinventar grande coisa, espero eu. Se formos progressivamente recuperando em vez de perder mais ativos, tentar reequilibrar as coisas. É um mês com tantos jogos. Às vezes um jogador está lesionado duas semanas e não joga dois jogos, neste caso não joga seis. Não é fácil, mas vamos embora".
13:3206.01.2026
Conferência arranca às 14 horas
Mourinho faz , a partir das 14 horas, a antevisão ao jogo com o Sp. Braga, referente às meias-finais da Allianz Cup. O encontro está marcado para quarta-feira (20 horas) em Leiria.