Fabiano mostrou ser mais do que um suplente
No 11.º jogo oficial pelo FC Porto, Fabiano esteve brilhante e garantiu a igualdade...
Depois de ter brilhado ao serviço do Olhanense, na temporada 2011/12, Fabiano conseguiu atrair a atenção do FCPorto. No entanto, tapado pelo compatriota Helton, o guardião brasileiro, de 25 anos, nunca mais teve dias de glória após a mudança para o Dragão. Até ontem.
Em Alvalade – curiosamente num clássico em que o Sporting também resolveu apostar num guarda-redes brasileiro que poucas oportunidades tem tido por causa de Rui Patrício (esta temporada só ainda tinha defrontado o Alba na Taça de Portugal) –, Fabiano esteve muito bem, sendo sempre capaz de travar as investidas leoninas. Das mais fáceis até às complexas, com particular destaque para as três que efetuou, num intervalo de escassos segundos, à passagem do minuto 74. Nessa altura, com os adeptos sportinguistas de pé à espera de gritar um golo que parecia feito, o ágil “keeper” negou os festejos a Carrillo (saída arrojada aos pés do peruano), Montero (estirada ainda fora dos postes, a forte remate disparado à queima-roupa) e Cédric (defesa para canto, já na linha de golo, a “tiro” de fora da área).
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Se até então já se tinha percebido que Fabiano estava empenhado em que ninguém se lembrasse da ausência de Helton na baliza portista, depois das três sensacionais defesas ficou a ideia de que muito dificilmente os leões iriam lograr ultrapassá-lo. E assim foi. O nulo, mais simpático para os nortenhos, ficou a dever-se em grande parte ao desempenho do guarda-redes da equipa de Paulo Fonseca que, desta forma, ficou com a certeza de que Fabiano não é apenas um mero suplente. Quem defende assim, pese alguma felicidade em determinadas intervenções, tem qualidade suficiente para continuar a acreditar que, mais tarde ou mais cedo, pode ocupar o lugar de Helton a tempo inteiro. Ea idade ajuda...