Final four da Allianz Cup em Leiria até 2024: «Falta a festa e a relação com a comunidade»

Pedro Proença refere que esta edição está “amputada” e quer que o município sinta a prova em pleno

• Foto: José Gageiro/Movephoto

A cidade de Leiria irá acolher a final four da Allianz Cup até 2024. A revelação foi feita por Pedro Proença durante o webinar ‘Record Talks Allianz CUP’, evento organizado pelo nosso jornal, em parceria com a Allianz Portugal, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, horas antes da grande final entre leões e bracarenses. Ladeado por José Francisco Neves (membro do Comité de Direção da Allianz Portugal) e Gonçalo Lopes (presidente da Câmara Municipal de Leiria), o presidente da Liga confessou que sente a ausência da "festa" e que o município de Leiria merece sentir toda a envolvência da prova.

"Valeu a pena todo o esforço. Percebemos que esta competição tinha lugar no calendário competitivo, apesar do momento tão difícil e complexo como aquele que atravessamos. Tivemos marcas muito fortes que acreditaram nesta prova. Os próprios clubes acreditaram que era possível fazer desta competição um produto comercial. Quando fizemos esta transição de Braga para Leiria, ficamos desiludidos por não dar a este município tudo o que esta competição pode dar. Podemos adiantar aqui que a competição fica em Leiria não nos próximos três, mas sim nos próximos quatro. Este era para ser o primeiro ano… mas será o ano zero. Esta competição está amputada do princípio maior, pois é muito mais do que três jogos. Falta a relação com a comunidade, falta a festa", frisou Pedro Proença.

Por outro lado, Gonçalo Lopes reconheceu que o município esperava lucrar muito mais ao ‘abrigar’ a fase final da Allianz Cup, mas também garante que todo o investimento ficará saldado.

"Há muita gente que disse que a câmara ia ter um enorme prejuízo com a final four deste ano, mas não é verdade. A câmara tinha uma expectativa de conseguir obter mais resultados… mas não obteve. Ainda assim, haveremos de ter a nossa oportunidade. Existe um investimento de três anos, que ronda os 600 mil euros, aproximadamente 200 mil por ano. Este ano investimos muito menos, mas tudo aquilo que vamos receber certamente paga o nosso esforço e investimento. A seguir a esta pandemia haverá uma vontade muito maior de assistir a jogos", disse o presidente do município de Leiria. 

Público continua na agenda... mas não para já

Muito se tem falado da mossa que a ausência dos adeptos tem feito nas mais diversas modalidades, nomeadamente no futebol. Pedro Proença sublinhou que o desporto-rei continua a espreitar uma "janela de oportunidade" para fazer regressar os adeptos às bancadas, mas que a evolução pandémica em Portugal impõe prudência.

"Será sempre atual trazer o publico para os estádios, mas temos que ter noção o momento pandémico que estamos a atravessar. O espetáculo inaugural da final é uma forma de reconhecermos a ausência dos adeptos. Percebendo o número de infetados, o números de mortos… não faz sentido falarmos do regresso dos adeptos agora. Mas na primeira janela de oportunidade vamos pensar nisso. Não faz sentido o futebol sem público. É um défice muito grande", concluiu o dirigente, cuja opinião foi partilhada por Gonçalo Lopes. "Como é óbvio trocaria esta prova para salvar vítimas de Covid, mas isso não é uma solução", disse. 

Por Daniel Lopes Monteiro
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