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Sp. Braga-Sporting visto à lupa: Renan agarrou a final
As duas equipas sentiram dificuldades para estabelecer conexões entre criação e finalização
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Distante do frenesim vertiginoso da meia-final de terça-feira, Sp. Braga e Sporting sentiram dificuldades para estabelecer ligações bem-sucedidas entre criação e finalização, o que redundou numa partida em que a vertente tática suplantou largamente a vertente técnica. Os guerreiros entraram bem melhor no jogo, ante uns leões que se apresentaram na sua versão mais expectante, com Wendel, em momento defensivo, próximo de Gudelj, defendendo num 4x4x2 que estacionou num bloco médio. Além do golo assinado por Dyego Sousa, superlativo a atacar o espaço entre Mathieu e Acuña para dar sequência a um cruzamento milimétrico de João Novais [2], numa saída rápida para ataque iniciada por Raúl Silva, o Sp. Braga foi mais competente com bola – explorando, principalmente, as costas dos laterais rivais – e sem bola, ao apresentar uma postura extremamente agressiva e pressionante, que permitiu a conquista permanente de duelos, além de um bloco coeso e compacto que não permitiu ao opositor encontrar espaços entre e intralinhas [1]. Algo que conduziu a uma primeira meia hora extremamente desinspirada do Sporting, incapaz de estabelecer conexões com sucesso, fruto da falta de opções próximas ao portador [1] – o que levou a um jogo muito direto e vetado ao fracasso – e das amplas arduidades em variar com qualidade o centro de jogo, caindo nas zonas de pressão criadas pela equipa orientada por Abel. O momento de rutura deu-se aos 33 minutos, quando Nani, após invadir o corredor central, buscou com sucesso a desmarcação de Raphinha nas costas da defesa alta bracarense. Faltou mais frieza na finalização ao brasileiro, incapaz de superar Marafona no um contra um, mas o lance despertou os leões, que chegariam, pouco depois, ao empate, através de Coates [3], tremendamente pungente a libertar-se da marcação individual de Raúl Silva para dar sequência aérea a um pontapé de canto de Acuña. A etapa complementar ficou marcada pela parca elaboração de parte a parte, com duas equipas precipitadas e com pouca paciência para fazer a bola circular até chegar a zonas de definição. Mais uma vez, o Sp. Braga entrou melhor, subindo as suas linhas de pressão, mas, além do lance que originou o golo anulado, só conseguiu criar verdadeiro perigo na sequência de lances de bola parada: livres de Sequeira e de João Novais; finalização ao ferro de Raúl Silva, na sequência de canto. Acabou por ser o Sporting, já com Bas Dost no papel de referência ofensiva, a terminar o jogo ligeiramente por cima. A grande decisão ficou guardada para o desempate desde os 11 metros. Aí, Renan, com três defesas (e uma bola ao ferro), foi o guardião da passagem do Sporting à final.