Sporting-FC Porto visto à lupa: a fome redundou em eficácia
Desvantagem penalizadora do leão ao intervalo
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O clássico começou num ritmo alto e com os contendores a manifestarem belicosidade na pressão e na imposição através de duelos. O Sporting, em 3x4x2x1, procurava sair de forma apoiada desde trás [1], com a preocupação de Ugarte e Morita pisarem linhas distintas, enquanto o FC Porto, a partir de uma organização estrutural em 4x2x3x1, apresentava a corrosiva elasticidade tática, com trocas posicionais a promoverem variações e a subtraírem referências aos rivais. A forma como os dragões pressionaram alto [1], fomentando situações de paridade, foi um importante estorvo para a entrada de bola leonina nos corredores laterais, onde João Mário e Wendell estavam preparados para saltarem em Nuno Santos e em Porro, o que podia conduzir, se necessário, a um recuo de Uribe para o espaço entre Pepe e Marcano [1]. Apesar dos comandados de Amorim também tentarem embaraçar, através de uma pressão alta, a primeira fase de construção portista, seria um passe longo de Cláudio Ramos a ser o mote para o tento inaugural. Após Otávio conquistar a primeira bola, Pepê disparou em condução pela direita [2], atraindo o adversário para o corredor, e teve a sagacidade de buscar, através de um cruzamento, o flanco contrário, onde Wendell e Eustáquio [2], em superioridade, combinaram com sucesso, num lance em que Adán não ficou isento de responsabilidades.