É o outro grande tema da semana para os sportinguistas. Aliás, o único grande tema puramente futebolístico. Quem vai parar Adriano? Miguel Garcia ou Quiroga? Ou os dois juntos? E... serão capazes de o fazer?... Percebe-se a preocupação.
O ponta-de-lança brasileiro do Nacional da Madeira marcou três golos nos últimos dois jogos e já soma 11 na SuperLiga, ultrapassando claramente o registo do mais eficaz dos leões, o compatriota Liedson (8 golos no campeonato).
O tento que Adriano marcou no "aquecimento" para a partida de sábado (fez o golo solitário na Reboleira) não fez mais do que aumentar as dúvidas dos adeptos leoninos, que ainda por cima viram horas depois desfazer-se a dupla de centrais que tanto tinha soprado para a série de nove sinfonias (leia-se vitórias) seguidas interpretada pela orquestra de Alvalade.
Sem Polga e Beto, o Sporting tem dois problemas num só, porque além de obrigar Miguel Garcia a recuperar as suas origens (como central...), vê-se na contingência de fazer regressar Mário Sérgio à condição de titular no flanco direito da defesa, o que está longe de ser uma questão... lateral.
Precisamente pela razão que o leitor está a imaginar. Pelo corredor de Mário Sérgio gosta de entrar... Rossato, que é assim uma espécie de "tambor" para os disparos de Adriano.
O avançado é a pistola, ou o pistoleiro, com a devida licença de Silva, mas quem lhe mete as balas é o médio-esquerdo que esteve quase, quase a fazer as balas, perdão, as malas, para Moscovo, onde o CSKA esperava por ele e por Adriano para muitas sessões de uma nova versão da roleta russa.
Obrigado Rossato
Com seis assistências na SuperLiga e três golos, Rossato é a outra face da moeda atacante do Nacional da Madeira - como se sabe, a equipa do campeonato com mais golos marcados em casa. São nada menos que 25, contra apenas sete sofridos, o que faz dos comandados por Casemiro Mior a quarta melhor defesa caseira, somente atrás de FC Porto (3), Sporting e Boavista (ambos com seis golos consentidos intramuros).
Fora de casa, antes desta jornada, o Nacional só tinha uma vitória, mas diante do Estrela o triunfo acabou por ter mais sabor, já que somente o Beira-Mar conseguiu regressar ao aconchego do lar com os três pontos. Ainda faz muito nevoeiro na Choupana?...
FInalmente Sousa chega ao nº 10
Alguém se lembra do melhor marcador da última edição da SuperLiga? Não, não foi Simão. Foi Fary, sim senhor. Pois bem, Fary está a jogar no Boavista e já leva a "módica" quantia de... dois golos no campeonato. Leu bem. Dois golos. Longe da sua melhor média e longe de Ricardo Sousa, que graças ao tento obtido no D. Afonso Henriques subiu a sua marca na temporada para 10 golos (jogos da SuperLiga).
É um registo impressionante, porque além de tudo o mais Ricardo nunca bisou e o Boavista apresenta um total de... 19 golos. O golo no Minho permitiu a Sousa, por outro lado, fugir de Evandro, o brasileiro do Rio Ave que ajudou a vencer o Marítimo com o nono golo nos últimos 12 jogos da SuperLiga. Nos oito primeiros jogos, Evandro ficou em branco...
'Mininos' malham em ferro frio
Aquela baliza parece que embirra um bocadinho com Fábio Rochemback. Já não foi a primeira vez que o brasileiro, quase de frente para a claque Directivo XXI, acusa um pouco a responsabilidade e... falha a transformação de um castigo máximo.
A primeira vez, no jogo com o Belenenses, não teve um impacto tão grande como aquele causado com o "tiro" à barra da baliza de Vítor Baía. O azul também não era o mesmo de Marco Aurélio e o "clássico" valia muito mais que o "derby" lisboeta que abriu a SuperLiga.
Curiosamente, um ex-Belenenses, o também brasileiro Guga, parece ter ficado "contagiado" pelo falta de pontaria de Rochemback e fracassou no duelo cara a cara com William (bola ao poste).
As duas penalidades acabaram por marcar os jogos que no fim-de-semana maior polémica despertaram, embora tenha sido o Vitória de Guimarães quem provavelmente mais sofreu com o falhanço de Guga, pois a equipa de Jorge Jesus continua abaixo da linha de água.
Alverca e Académica
A série de derrotas da Académica só é comparável à do Alverca, a tal equipa que nos últimos 10 jogos só por uma vez ultrapassou a barreira das 20 faltas. Tem uma média no campeonato de 17,4 por jogo, o que faz do onze de Couceiro o menos faltoso da SuperLiga.
Vitórias também são poucas. A última foi frente à... Académica (13ª ronda), que, por seu turno, festejou o último triunfo na 11ª jornada (ante Marítimo). E vem aí um Académica-Guimarães...