O naufrágio não fazia parte dos planos. Nem dos que acabaram no fundo do mar, nem daqueles que para lá os mandaram, ou seja, não fazia parte nem das preocupações nem dos objectivos dos intervenientes na partida. Acrescentemos também que o enredo desta história de uma goleada fora de todas as previsões não se esgota no acto rápido e sucinto de ver a nau de Belém a afundar-se irremediavelmente nas águas do seu território.
Não, não foi um acto fulminante, pelo contrário, houve uma introdução de mais de meia hora, ao longo da qual o Belenenses acumulou erros e denotou fragilidades que, sabemos agora, explicam tudo aquilo que se passou depois, isto é, uma derrota pesada, sofrida com o mesmo grau de surpresa com que, há cerca de um mês, foi à Póvoa de Varzim aplicar uma vitória precisamente pelos mesmos números de ontem.
Para o Beira-Mar a visita ao Restelo não começou propriamente como um passeio alegre e bem disposto mas esteve sempre longe de ser uma viagem ao inferno; será exagerado dizer-se que a passagem pelo Restelo foi consumada naqueles moldes de chegar, ver e vencer, mas não fere a sensibilidade do espectador dizer que andou lá perto; não foi sempre marcada por superioridade escandalosa, daquelas que se fazem sentir em todos os capítulos do jogo, mas foi suficiente para explicar, por exemplo, a vantagem de dois golos ao intervalo e a clara vitória no final, por cinco que podiam ter sido três ou quatro mas que só por acaso não chegou aos seis ou sete.
Sejamos justos com a equipa de António Sousa, reconhecendo-lhe primeiro a inteligência de medir na perfeição os moldes nos quais a partida se iria desenvolver, depois a capacidade colectiva e individual de levar a cabo nove ou dez golpes, cinco deles fatais, pondo a nu a debilidade estrutural de um Belenenses que começou desinspirado, prosseguiu com um posicionamento em campo incorrecto, ditado sobretudo pela ausência de dinâmica no momento de construir os lances de ataque, e acabou com os seus mais talentosos jogadores em noite absolutamente desastrada.
Não apenas aqueles de quem se espera a magia do desequilíbrio, mas dos outros, daqueles que costumam ser a trave-mestra da equipa, contribuindo com a organização, a consistência necessária no embate a meio campo e a arte de chegar primeiro e desarmar na hora em que o perigo começa a rondar a baliza de Marco Aurélio.
Ontem, na noite em que Fary chegou ao topo da lista dos melhores marcadores da I Liga, houve também muitas diferenças individuais a explicar o resultado. Se o senegalês marcou quatro golos, aquele Marcão apático e pesado só por milagre faria um; o espanhol Mora abriu uma auto-estrada ao flanco direito contrário, que serviu para abrir brechas que acaram por explicar o naufrágio, Cristiano esteve impecável e ainda teve tempo para marcar um golo espectacular; Franklim, Tuck e Verona, os três juntos, não chegaram para metade do trabalho levado a cabo por Fernando Aguiar.
Em suma, uma partida bem ganha pelo Beira-Mar e ostensivamente perdida pelo Belenenses, que desperdiçou a possibilidade de chegar ao quarto lugar. António Sousa, por seu lado, viu a sua formação galgar oito lugares na tabela, atingindo a interessante soma de doze pontos, ao cabo de percurso em que já mediu forças com Boavista, Benfica e FC Porto.
PAULO BAPTISTA efectuou bom trabalho. Conduziu o jogo com segurança, não cometeu os erros comprometedores e manteve bom critério em termos disciplinares. No lance do primeiro golo aveirense, a posição de Fary é, no mínimo, duvidosa. Mas a haver infracção a culpa é do seu auxiliar Paulo Januário.
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