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V. Guimarães-Alverca, 1-0. 2 de outubro de 1999. Não serão muitos os que se recordam desse jogo mas o mesmo não dirá Pedro Mantorras, que nesse dia se estreou no campeonato nacional.
O avançado angolano "rendeu Assis a 2 minutos do fim para assinar uma estreia absoluta no onze ribatejano", como se pode ler no Record do dia seguinte.
Brandão marcou aos 81 minutos, de penálti, o único golo da partida, "numa vitória natural" do V. Guimarães, que o guarda-redes Ovchinnikov tentou travar.
Se a 2 de outubro de 1999 Mantorras passou despercebido, o mesmo não se pode dizer dos meses seguintes, que culminaram a 17 de abril de 2001 na apresentação no Estádio da Luz. Nessa altura, Luís Filipe Vieira, fixou o passe do angolano, visto como um fenómeno, em 90 milhões de euros.
Os problemas começaram a 15 de dezembro de 2001 frente ao Sporting no último dérbi no antigo Estádio da Luz (2-2). O joelho direito nunca mais deu tréguas e as operações (quatro) sucederam-se, obrigando-o a longos períodos de recuperação.
A 17 de outubro de 2009, o angolano fez o último jogo oficial pelos encarnados, na vitória sobre o Monsanto (6-0), a contar para a Taça de Portugal, entrando aos 69 minutos para o lugar de Nuno Gomes. Os golos da partida foram marcados por Felipe Menezes, Carlos Martins (2), Saviola, César Peixoto e Fábio Coentrão. Tanto no jogo de estreia como no de despedida a nota Record foi a mesma: 1 ponto.
A 10 de novembro de 2010, mais de um ano depois, quando o Benfica foi a Luanda jogar um particular com a selecção local, integrado nas comemorações da independência de Angola (vitória por 2-0, três dias depois de ter perdido 0-5 no Dragão), tudo apontava no sentido de Mantorras tornar público o final da carreira em conferência de imprensa após a partida. Participou na festa jogando 22 minutos (substituiu Saviola ao intervalo e foi rendido por Kardec aos 67 minutos) mas adiou o anúncio do do adeus aos relvados, que só foi confirmado em julho de 2012.
O último golo
Na última jornada da época 2008/09, sob o comando de Quique Flores, o Benfica recebeu o Belenenses, então liderado por Rui Jorge. O que foi interpretado como derradeira homenagem do treinador espanhol a um jogador especial para os adeptos transformou-se na reedição de uma cena repetida vezes sem conta: Mantorras entrou aos 77 minutos e estabeleceu o 3-1 final em cima dos 90’.