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Reinaldo Teixeira: «A maioria queria manter o espírito de solidariedade, mas há que respeitar»

Reinaldo Teixeira fala sobre a distribuição de verbas da UEFA
• Foto: Hugo Monteiro

Concluída a Assembleia Geral Extraordinária da Liga Portugal desta sexta-feira, Reinaldo Teixeira, líder máximo do organismo, lamentou o aos clubes da 2.ª Liga.

"A maioria claramente queria manter este espírito de solidariedade, que já vinha de há muitos anos. A partir de 2024/25, a norma da UEFA define que sejam os clubes da 1ª Liga a tomar decisão sobre o que fazer com esse montante e é preciso que 75% sejam a favor. Faltaram dois clubes para que a revalidação passasse", começou por referir, aplaudindo as intenções já manifestadas de V. Guimarães e E. Amadora de ceder as suas verbas.

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"Há que respeitar e trabalhar em conjunto, para perceber como podemos ajudar a que esta expectativa seja resolvida e o impacto minimizado. Há que reconhecer o espírito do V. Guimarães e de outras SAD, que vão discutir internamente, a possibilidade de seguir esse exemplo", disse, antes de sublinhar: "Os clubes são livres de tomar a posição e cabe-nos olhar para a frente. Não senti a assembleia dividida, aliás mostrou claramente que era solidária. Em 33 sociedades desportivas, 27 votaram a favor, mas era preciso 75% da 1ª Liga."

O líder da Liga Portugal não escondeu o seu desagrado com o desfecho e também com o timing da decisão. "Regras mudaram porque o espírito solidária já vinha de trás. Foi alterado esse princípio e não ficando satisfeito com essa realidade, mais sensível é o facto de acontecer a meio da época. Deveria ter sido tratado a montante, antes de começar a época. Relembro que só foi feito agora porque fomos notificados em dezembro, pela Federação, que tínhamos de ter uma Assembleia para deliberar este tema. A norma da UEFA chega em setembro/outubro, mas já havia uma deliberação de 2024/25 para o triénio seguinte. Percebo que haja tristeza e lamento por estarmos a meio da época e por essa verba fazer falta. É importante que se voto no início da época e com a máxima transparência possível sobre a movimentação das verbas", referiu.

Ainda assim, Reinaldo Teixeira prefere agora olhar em frente. "Temos de olhar para a realidade do futebol e procurar a sustentabilidade, Temos passos a dar e queremos encontrar caminhos para que se possa encontrar mais receitas, sem pensar apenas na centralização, que criará um espírito mais coeso e uniforme. Não é agradável, mas temos de pensar na solução e não no problema. A Liga tem de ser o mais imparcial e equidistante possível, embora solidária. Temos um desafio financeiro grande e que nos cabe assumir para honrar os compromissos assumidos aquando da nossa chegada, daí o foco na redução de custos e aumento de receitas."

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Apesar do chumbo desta matéria, Reinaldo Teixeira não acredita que isso vá impactar o tema da centralização. "Sentimos grande convergência das SAD. Se o bolo não for tão grande como esperávamos, poderá haver algumas dificuldades com os três emblemas que têm a maior parte da receita atualmente, mas nos nossos diálogos sentimos que o bolo será diferente, para melhor, do que esperávamos", atirou.

Por Marques dos Santos
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