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RUI Costeado confessa-se "desmoralizado e abatido psicologicamente" com a acusação do uso de uma substância dopante para aumentar o seu rendimento desportivo. Aos 22 anos, o jovem vimaranense vive um drama "difícil de suportar" e que, para além de revoltar a direcção do clube, está a causar um grande transtorno a uma família com tradições no meio futebolístico.
Rui é sobrinho de João Costeado, antigo defesa-direito e actual treinador de guarda-redes no Vitória de Guimarães. "Os dados são demasiado claros para tornar isto num processo complicado e moroso. Isto não se justifica de modo algum. Estou a pagar por algo que não cometi", reage.
O que mais intriga o jogador do Serzedelo é o tratamento da FPP. "Se eu fosse um craque como o Fernando Couto, talvez andassem atrás de mim. Compreendo que o assunto mereça ser analisado, mas não aceito que fechem os olhos a provas tão evidentes. O médico de Valença do Minho assumiu que foi ele a utilizar a lidocaína e o responsável pelo controlo "anti-doping" esclareceu o assunto logo no mesmo", recorda.
Enquanto o processo não segue os seus trâmites legais, Rui Costeado limita-se a treinar. "Não posso jogar, mas felizmente que a direcção e o plantel têm sido impecáveis no apoio que me têm dado ao longo destes meses de autêntica tortura."
Médico garante inocência
O MÉDICO José Ressurreição, de serviço na urgência do Centro de Saúde de Valença do Minho no dia 1 de Abril de 2001 - data do jogo Valenciano-Serzedelo -, garante a inocência do "clube e do atleta", numa declaração que foi anexada aos autos e que poderá ser fundamental para a resolução deste processo.
Sob o compromisso de honra o clínico explica que foi sob a sua responsabilidade que Rui Costeado foi administrado com lidocaína, anestésico local utilizado quando se trata de suturar determinadas feridas. José Ressurreição colocou-se à disposição do clube para aquilo que fosse necessário no âmbito do referido processo disciplinar. Mediante a sua autorização, a Direcção do Serzedelo não hesitou e arrolou o médico como uma das suas testemunhas.
Manuel Miranda indignado defende até ao fim o jogador
O treinador do Serzedelo mostra-se indignado com os contornos do processo que está a vitimar Rui Costeado. "É incrível aquilo que estão a fazer ao atleta. É nosso jogador, mas poderia ser de outro clube e a nossa posição seria a mesma", garante Manuel Miranda. "As versões são correctas, não há contradições, mas isto continua assim...", lamentou.
Dez anos no Guimarães seguindo uma política de rigor
Rui Costeado nasceu para o futebol nas escolas do V. Guimarães. Esteve no clube durante dez anos. Saiu aos 19 para reforçar o S. Martinho e posteriormente foi contratado pelo Serzedelo, clube onde joga há duas épocas. "No Vitória segui uma política de rigor relativamente ao uso de substâncias dopantes e não me lembro de ocorrer um caso desses no clube. O Serzedelo é um clube exemplar. Aposta nos jovens e não os incentiva a essa prática ilícita".
Processo disciplinar ainda não está em instrução
O processo disciplinar foi instaurado, mas ainda não se encontra em fase de instrução. As testemunhas do clube serão ouvidas em Braga, embora o médico José Ressurreição possa depor em Valença do Minho. O clube incorre numa pena que vai de 750 a 7500 contos. O jogador arrisca uma suspensão de seis meses a dois anos.
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