Salgueiros-E. Amadora, 1-0: Pontapés de Pedrosa acabaram por dar um Paquito de efeito

Salgueiros-E. Amadora, 1-0: Pontapés de Pedrosa acabaram por dar um Paquito de efeito

DE TANTO porfiar, o Salgueiros lá acabou por ganhar, regressando às vitórias com um triunfo dramático por várias razões, numa altura crucial, seja pelo período de descontos que se esgotava na partida ou por ter já pela frente três saídas (Bessa, Belém e P. Ferreira) em quatro jogos (recebe o Benfica) quando acumulara três derrotas e parecia perdido o "estado de graça".

Houve alma para acreditar sempre, daí o prémio merecido, e essa atitude de conquista nem sequer esmoreceu quando Pedrosa falhou um "penalty" (72 m).

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Esteve para ser esse o momento da partida, em que Luís Vasco confirmava a conquista da baliza a Tiago com uma parada de grande categoria. Mas o guardião estrelista haveria de deixar o campo mais cabisbaixo do que os colegas, pois involuntariamente abriu caminho à derrota, largando uma bola de novo rematada por Pedrosa, de livre, de longe, em que ela tocou o solo, escapou-se das mãos que a procuravam agarrar ao peito e da molhada, num jogo de muita chuva batida a vento, Paquito foi mais rápido para marcar de empurrão.

O brasileiro, nem de propósito, esteve muito bem marcado por Raul Oliveira, mas também nunca desanimou. Essa soma de vontades salgueiristas, de todos acreditarem, marcou a diferença ante adversário acomodado à ideia de pontuar, na tradição dos quatro empates conseguidos das cinco últimas visitas a Vidal Pinheiro.

Que os elementos, chuva, vento e relvado em mau estado e a justificar o péssimo jogo mas digno de elogios por ficar no limite da condição de praticável, marcaram a partida é uma verdade incontornável.

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Talvez até o vento favorável tenha ajudado ao remate feroz de Pedrosa que tornou mais difícil a acção de Luís Vasco - que dor de alma! Mas os sentimentos contrastantes no final, entre vencedores abnegados e vencidos frustrados, ergueram acima de tudo a componente humana que é parte integrante do jogo, incluindo os erros de arbitragem, alguns compreensíveis e que precisamos saber entender para não condenar “a posteriori” os árbitros.

Jacinto Paixão marcara a 53ª falta em 97 minutos, assinalando mão de Kenedy quando a bola lhe bateu na cabeça numa jogada confusa à imagem do jogo. Para "tramar" o juiz, que teve de expulsar o estrelista com segundo amarelo, depois de idêntica punição a Fonseca e um vermelho por agressão de Rui Ferreira a José Carlos correctamente avaliados, ficou a ironia de um lance vulgar, apenas mal interpretado e “a priori” inócuo, ter ditado a sentença da partida, passando por outro erro de um guarda-redes que fizera tudo para não perder.

O tudo-tudo do Salgueiros

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Em maus lençóis continuam os da Amadora, mas nada fizeram para vencer, Jorge Silva teve escassas intervenções e a ligação ao ataque continua deficiente, desta vez com a inclusão do portista Paulo Ferreira à esquerda, sacrificando Semedo, que entrou depois para espevitar um ataque sempre coxo pelas alas.

Os corredores funcionaram alternadamente, à direita José Carlos não podia fazer o sobe-desce, depois foi a esquerda que ficou vazia e Gaúcho I, sem apoio de Djalma pelo meio, só pôde vislumbrar uma possibilidade quando Kenedy, numa esporádica acção, fez um bom cruzamento que Ricardo desfeiteou com autoridade.

A pensar no empate, os homens da Reboleira pagam a falta de ousadia no jogo, acomodando-se às circunstâncias e procurando apenas tirar partido da ansiedade salgueirista.

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Mas os de Paranhos mantiveram a cabeça fria, ainda que muito dependentes do pé quente de Pedrosa, ineficaz no "penalty" claro de Fonseca sobre Ouattara (que regresso tão vivo e aplaudido!) mas compensando no tiro final e mortal que Paquito deu o efeito desejado na conclusão.

Pedrosa começara (1 m) com um livre à barra, testou Luís Vasco um par de vezes entre várias tentativas de remate que reduziram o Salgueiros à ineficácia de sete remates enquadrados na baliza em 17 efectuados.

O primeiro tempo foi mais enfadonho de parte a parte, obrigando Vítor Manuel a abrir a direita com João Pedro que, logo no recomeço da partida, teve um remate a rasar um poste.

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O Salgueiros enfermou do desequilíbrio dos flancos como o Estrela: começaram praticamente iguais e acabaram sem gente a encher os dois corredores. Ouattara foi mais uma dor de cabeça que tornou Fonseca a primeira vítima, o marfinense e Paquito deixaram os centrais da Amadora embaraçados.

Depois de tanta chuva, muitas faltas fruto das cerradas marcações que Jacinto Paixão não puniu pela persistência de jogo faltoso de alguns jogadores, mas sabendo controlar a partida, foi caso para dizer que se escreveu direito por linhas tortas e água mole em pedra dura...

Golo

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1-0. Aos 89 minutos, por PAQUITO, na recarga a uma bola largada por Luís Vasco após um livre de Pedrosa.

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