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Começa hoje uma das mais antigas competições do futebol português, a Taça de Honra da AF Lisboa, cuja primeira edição ocorreu há 99 anos – tudo começou a 30 de maio de 1915, num jogo em que o Sporting venceu o Benfica por 3-1, no já inexistente Estádio de Sete Rios, e que marcou a estreia de Jorge Vieira, eterno símbolo leonino, na equipa principal do seu clube de sempre.
Quase um século depois, a Taça de Honra resistiu ao tempo, ao preenchimento dos calendários e à pouca relevância que, ciclicamente, lhe foi atribuída. Às primeiras edições, disputadas entre 1914 e 1922, seguiu-se um longo hiato de 57 anos de ausência interrompido, isoladamente, na temporada de 1947/48. Nasceu porque o quadro competitivo era escasso (havia apenas o Campeonato de Lisboa), perdeu espaço com o seu preenchimento gradual (surgiram as competições nacionais) e voltou a ser interessante, principalmente como ponto de partida das épocas e teste a segundas linhas dos plantéis.
A partir de 1959 e até 1994, a competição disputou-se com regularidade – 29 em 35 anos. Foi justamente nesse período que conquistou alguma importância no calendário, traduzida de várias formas, a mais relevante das quais como tentativa de forçar um dérbi prematuro para entusiasmar o povo antes do início do campeonato. Recuperada no ano passado, ao cabo de 20 anos de ausência, a Taça de Honra volta a ter essa utilidade de primeira indicação das equipas em causa, mesmo que, no presente caso, surja muito cedo, talvez em demasia, para Benfica, Sporting e Belenenses, cujos plantéis ainda estão indefinidos – só o Estoril já tem formada a base da estrutura para o resto da temporada.
Concorrência desleal
A Taça de Honra tem hoje a concorrência desleal dos torneios internacionais, que para lá da competição ainda proporcionam lucros significativos em termos financeiros. Por isso, a taça lisboeta vê-se na contingência de aproveitar as datas disponíveis (e são escassas) para ter todos os participantes disponíveis. O célebre Benfica-Sporting no Restelo, em 1985, jogou-se a 7 de agosto, mais próximo do início do campeonato e com as equipas já definidas. No ano passado, os eternos rivais apresentaram formações secundárias; o Estoril já estava numa fase mais adiantada da preparação por ir jogar a Liga Europa e o Belenenses apresentou-se na véspera de partir para o estágio de pré-época. A presente edição tem ainda a dificuldade acrescida de águias e leões não terem ainda reintegrado os jogadores que estiveram no Mundial do Brasil.
A Taça regressa a casa
A contabilidade dos jogos da Taça de Honra da AFL, agora que se joga a 38.ª edição, vai ficar com números redondos: metade das decisões, ou seja 19 jogos, tiveram o Estádio do Restelo como palco. A escolha do recinto belenense tornou-se hábito após o segundo ciclo da competição, a partir de 1959, na sequência da transição de três anos no Estádio Nacional. Significa que, nas últimas 27 edições, a Associação de Futebol de Lisboa escolheu o Restelo em 18 ocasiões, deixando quatro para o José Alvalade e duas para a Luz. Por isso, bem se pode dizer que a Taça de Honra regressa a casa.
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