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Paulo Torres habituado ao sucesso precoce

Atingir precocemente o sucesso parece ser o destino de Paulo Torres: aos 19 anos já ostentava no currículo o título de campeão do Mundo de juniores. Como treinador, aos 32 anos, ainda não atingiu o mesmo patamar, mas os primeiros registos de êxito já se notam.

Na temporada anterior, que marcou a estreia como técnico, esteve perto de conquistar a promoção: atingiu o terceiro lugar, ao serviço do Peniche, na Série D da III Divisão; actualmente treina o Fátima, líder da Zona Centro da II B. "Não perco um jogo há nove meses", diz o técnico, que destaca o amadorismo do Peniche. "Trabalhava com cinco pedreiros, quatro electricistas e dois agricultores."

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O ciclo vitorioso vai ser posto à prova amanhã frente ao Torreense, segundo classificado. "O mais importante é que os jogadores desfrutem do jogo. Queremos fazer um campeonato tranquilo e conseguir a manutenção rapidamente possível", refere Paulo Torres.

O início da carreira aconteceu quase involuntariamente. "Fui ver um jogo do meu filho [André Torres é ponta-de-lança e joga nos infantis do Fátima, n.d.r.] a Peniche, convidaram-me e aceitei o desafio", diz o ex-atleta. Nem os 200 km que faz todos os dias impediram de aceitar o ingresso no Fátima, onde intervém, também, na área de formação. O bom relacionamento com os atletas é apontado como a principal trunfo de Paulo Torres.

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