Processos disciplinares na gaveta

Casos de Beunardeau e de Estrela sem desenvolvimentos, pois a SAD tem outras prioridades

Beunardeau pediu rescisão depois do processo
Beunardeau pediu rescisão depois do processo • Foto: José Gageiro / Movephoto

O departamento jurídico do Aves continua bastante ativo, em função das circunstâncias, mas teve naturalmente de deixar para segundo plano os propalados processos disciplinares entretanto instaurados a Beunardeau e a Estrela.

No caso do guarda-redes, a justificação é óbvia, pois a partir do momento em que o francês assumiu avançar para a rescisão unilateral do contrato passa a ser essa a principal preocupação da SAD. Já o médio, que é um dos capitães da equipa, nem sequer foi ouvido na sequência do processo, sinal de que o mesmo não saiu da gaveta das intenções da SAD. Ainda por cima, Estrela também está a cumprir um período de férias, tal como o plantel e até ao próximo dia 27.

Seja como for, a realidade é que o gabinete jurídico da SAD tem mais com que se preocupar, até porque o Conselho de Disciplina da FPF também instaurou um processo disciplinar à própria SAD do Aves. Este processo já foi enviado para a Comissão de Instrutores da Liga e ficará em absoluto segredo até ao final da inquirição, sendo certo que se refere à não demonstração de inexistência de dívidas a jogadores e treinadores.

Recorde-se que a administração do Aves, entretanto, já pagou os ordenados de janeiro e fevereiro e chegou a justificar o incumprimento salarial com base na paralisação da atividade económica na China, consequência da pandemia da Covid-19.

No que respeita aos tais processos disciplinares a Bernardeau e a Estrela, sabe-se que tiveram como base as declarações à Imprensa sobre os salários em atraso, algo que é proibido pelo  regulamento interno da SAD, que não permite contactos com a Comunicação Social sem autorização.

Registe-se, por fim, que Quim Zé, antigo diretor-geral da SAD do Aves, função que ocupou durante 10 meses na época 2018/19, confirma-se como um dos credores que exerceu processo de penhora.

Ao contrário do que podia ter ficado entendido na notícia que Record deu ontem, o antigo diretor saiu com os ordenados todos pagos. A dívida que reclama, de 50 mil euros, é de comissões, sendo que outros 50 mil euros já foram liquidados pela atual administração.

Por António Mendes
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