Cerveira acusado de não pagar salários a dois jogadores venezuelanos

Situação foi denunciada ao Sindicato dos Jogadores e à Federação Portuguesa de Futebol

• Foto: CD Cerveira

O Cerveira, 15º classificado da Série A da última edição do Campeonato de Portugal, está a ser acusado de não ter pagado qualquer salário aos jogadores venezuelanos Nicolás Tovar e Ángel Marcano. A situação foi denunciada ao Sindicato dos Jogadores e à Federação Portuguesa de Futebol pelo representante dos jogadores, Luís Alves – da empresa AllVeSports –, mas, a Record, o presidente do clube diz-se vítima de "uma burla".

"Nós aqui contamos os euros e temos a conta a zeros! Mas acha normal eles não receberem salários desde o início da época e só se queixarem agora? Esse empresário tentou colocar aqui no clube dois jogadores da Venezuela e eu disse-lhe que para o Cerveira era impossível, por sermos amadores. Então propôs pagar tudo aos jogadores em duas tranches – em julho e em janeiro –, menos alimentação e alojamento, que ficariam a nosso cargo. E foi cumprido na íntegra, nunca lhes faltou nada! O empresário pagou em outubro o que devia ter pago em julho e em janeiro disse que não pagava mais porque os jogadores não eram titulares. Então eu ia dizer ao treinador que tinha de meter aqueles miúdos a jogar? Não faz sentido", explica António Fernandes, que irá falar aos sócios em assembleia geral esta sexta-feira, também para falar sobre esta situação.

"Ando aqui no clube há mais de 20 anos, a dar cabo da cabeça, e o que posso dizer quanto a isto é que, olhe, não fui inteligente", lamenta o líder do emblema de Vila Nova de Cerveira, distrito de Viana do Castelo.

Luís Alves, empresário português que representa a empresa venezuelana AllVeSports, defende-se das acusações: "O que acordámos com o Cerveira nada tem a ver com os compromissos deles para com os jogadores. Fizemos um protocolo onde estava estabelecido que o clube iria dar condições aos miúdos para se promoverem no futebol português. Nós pagámos um valor referente a custos com a Segurança Social ou com a inscrição dos miúdos, que, por serem estrangeiros, teriam de ser inscritos como jogadores profissionais. Transferi 16 mil euros para o clube e ainda não vi nenhuma fatura! Os jogadores foram descriminados e o Cerveira não lhes pagou nenhum salário. Nós nunca os abandonámos!"

O empresário português, que se encontra em Caracas, na Venezuela, lamenta não poder estar em Portugal a acompanhar os dois futebolistas mas insiste que o clube foi várias vezes alertado para o facto de não estar a cumprir com o que havia sido estabelecido: "Manifestámos, em várias reuniões, desagrado com o facto de o Cerveira não estar a promover os jogadores como tínhamos acordado. Quanto aos pagamentos, a nossa empresa entregou dinheiro aos jogadores, nunca lhes faltou nada! Agora o Cerveira tem de pagar os salários, coisa que nunca fez!"

O caso, que já está a ser analisado por Sindicato dos Jogadores e Federação Portuguesa de Futebol, pode agora ir para os tribunais.

Por Pedro Ponte
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