Demolição da antiga sede do Sp. Espinho avança se dono da obra garantir traça original

Fonte da Câmara Municipal diz que "edifício está em iminente situação de ruína"

Adeptos do Sp. Espinho nas bancadas
• Foto: Hugo Monteiro

A antiga sede do Sp. Espinho poderá ser demolida devido ao seu estado de degradação, anunciou esta quinta-feira a autarquia, impondo como condição que o proprietário garanta a reconstituição da traça original do imóvel.

"O edifício classificado da rua 8 está em iminente situação de ruína, pondo em risco a segurança pública com o eventual desprendimento de vários ornamentos que integram a fachada do prédio", revelou fonte da Câmara Municipal de Espinho.

Após avaliação técnica do local, a autarquia diz estar disposta a autorizar que a sociedade imobiliária detentora do prédio avance para a demolição, mas, dado que o edifício está "classificado como de elevado interesse histórico-cultural e arquitetónico", impõe "rigorosas condições" à emissão da devida licença.

"A autorização só será concedida depois de comprovada a capacidade técnica [do proprietário] para repor na íntegra as características originais deste exemplar arquitetónico que faz parte do património da cidade", declara a fonte do município.

Em estilo Arte Nova, a antiga sede do Sp. Espinho começou por ser um balneário marinho, inaugurado em maio de 1915, e já então se apresentava em planta retangular com dois pisos e sobreloja. Na fachada continua a exibir pilastras assentes sobre pedestais e uma porta com verga curva, decorada com motivos vegetalistas e encimada por um óculo circular.

"Face à situação do edifício, aos perigos que representa para o domínio público e à obrigatoriedade legal de preservar a fachada principal ou garantir a sua replicação, a Câmara Municipal de Espinho elaborou um conjunto de relatórios técnicos que identificam as condições e requisitos exigidos ao proprietário para o desmonte da fachada", diz a mesma fonte.

Um deles é que o proprietário do imóvel se comprometa de forma sectorizada "a proceder à contenção e controlo dos edifícios consolidados a Norte e a Sul do edifício a demolir", após o que terá que "reconstruir todos os elementos decorativos da fachada e desmontar os ornamentos que se encontram em estado de ruína ou desprendimento".

Beirais, varandas e cornijas serão assim retirados do edifício original e sujeitos a reconstituição, de forma a que possam ser reproduzidos de forma "mais precisa".

No mesmo sentido, todos os novos materiais a aplicar no prédio estarão sujeitos à avaliação de técnicos municipais para garantir que a reconstrução salvaguarde "todos os elementos ornamentais de acordo com a traça original e a matéria-prima [nela] utilizada".

Por Lusa
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