Dinis Rodrigues alimenta chama do Maria da Fonte

Assumiu o comando técnico a cinco jornadas do final da época e evitou despromoção

• Foto: Hélder Santos/AS Press

Dinis Rodrigues assumiu o Maria da Fonte a cinco jornadas do final da época 2018/19. Foi o terceiro ténico do clube (antes estiveram Pedro Duarte e Alberto Fernandes) e, numa operação de risco - o clube vivia sob e espetro da despromoção - conquistou duas vitórias e três empates, garantindo a salvação da coletividade mais representativa da Póvoa de Lanhoso.

Como encontrou o Maria da Fonte?

"A equipa estava a atirar a toalha ao chão, desmotivada, e o primeiro passo foi retirar a pressão que estava sobre eles e aumentar níveis de confiança. Alguns jogadores já tinham trabalhado comigo, a mensagem passou mais rápido, a recuperação foi muito boa."

Qual foi o segredo do sucesso?

"Alterei o modelo de jogo, implementei as minhas ideias, transmiti motivação aos jogadores e, com muito trabalho, todos acreditámos até ao fim ser possível a permanência. Foram jogos difíceis, estivemos os cinco jogos sem perder, mas a união, espírito de equipa e a superação foram fatores importantes para ficar no Campeonato de Portugal."

Qual o momento da época que ajudou fundamentar a manutenção?

"O empate em casa do Felgueiras e a vitória na última jornada por 4-0, perante os nossos adeptos. A massa associativa foi o 12.º jogador do Maria da Fonte, merece que o clube esteja nesta competição."

E dos jogadores, o que pode dizer?

"Todos os jogadores tiveram um comportamento exemplar, a manutenção foi o melhor prémio para todos. Dar continuidade na vida deles ao seu caráter e profissionalismo e n próxima época procurarem fazer melhor. Foi pouco tempo mas com ótimas respostas, muito profissionais, muita seriedade no trabalho."

Voltou a 'pegar' no Maria da Fonte dez anos depois, um clube onde trabalhou durante seis temporadas (1999-2002 e 2005-2009). Como viveu o momento?

"Pelas condições que o clube tem, pela direção, pelos adeptos, sinto-me grato e orgulhoso por ajudar o clube a ficar no Campeonato de Portugal. Foi um momento único, deixou-me muito feliz, mas sempre o encarei com naturalidade, sempre acreditando na permanência."

Início da nova quadra competitiva

"O nosso objetivo é apresentarmos uma equipa equilibrada, competitiva, que lute pelos pontos, e que no final consigamos uma classificação digna do clube. Prometemos um plantel ambicioso, que quer mais do que lutar pela manutenção, mantendo a espinha dorsal da equipa da última época."

Aos 62 anos, o treinador voltou a trilhar o caminho das provas nacionais após oito temporadas a treinar equipas da AF Braga. O que levou a treinar no Campeonato de Portugal?

"Motivação, ambição e sempre com o mesmo espirito jovem. Tenho seis subidas na AF Braga, mas o querer sempre mais e melhor, e também o querer ajudar o Maria da Fonte, foram razões. Estava num clube estável antes de voltar para o Maria da Fonte, valorizei jogadores, ajudei o clube durante três anos, mas o coração falou mais alto. Volto a investir na carreira nos Nacionais, tenho um gosto muito grande por treinar nesta competição, procurar fazer sempre melhor. Gosto do futebol, quero continuar a fazer o que sempre quis na minha vida, primeiro como atleta, depois como treinador, estou muito grato por estar no futebol."

Por João Baptista Seixas
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