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Presidente-adjunto, que lidera Lista A, falou com Record sobre o programa eleitoral
Depois de muitos anos, as eleições desta sexta-feira no Leça FC voltam a ter duas listas, com a disputa entre António Pinho e João Laranjeira. Porém, mais do que uma corrida entre os dois candidatos, o grande confronto vai ser geracional, entre o presidente dos últimos 15 anos, que ajudou a tirar o clube de uma profunda crise, e o atual presidente-adjunto, que vê margem de melhoria e tem grandes planos para o futuro. Neste contexto, Record conversou com ambos os candidatos, para saber de seus feitos até agora a frente do clube e de seus planos de administração para os próximos dois anos.
Um clube mais próximo do adepto e que cumpra seu papel social
A Lista A das eleições do Leça FC é liderada por João Laranjeira, atual presidente-adjunto do clube. O candidato entrou no cenário político do Leça FC oficialmente em 2022, num contexto de grandes discordâncias entre a direção do clube e um grupo de sócios relativamente à venda da SAD, na altura para a empresa Brownperspective LDA: “Na altura, eu fui um dos sócios que mais contestou a venda, porque as condições não eram as mais adequadas. Por isso, eu entrei num grupo de adeptos que estavam descontentes e que propôs uma solução para o futuro do clube”.
A solução proposta pelos adeptos foi a entrada de um novo grupo de trabalho na direção do clube, com Laranjeira no cargo de presidente-adjunto, fazendo com que, na prática, ele tivesse poder de voto e decidisse, em conjunto com o presidente António Pinho, o futuro do clube. Laranjeira conta-nos que a equipa que entrou na direção “conseguiu fazer a diferença” ao propor uma série de mudanças em várias áreas, com foco na organização financeira: “Organizámos a parte financeira do clube, renegociámos e criámos planos de pagamento de dívidas. Hoje podemos dizer que o Leça FC não deve nada a nenhum credor e tudo está a ser pago na íntegra. Temos esse orgulho”.
Para além disso, o candidato também citou o trabalho nas modalidades e na relação com os adeptos: "Hoje nós temos jantares de aniversários dos sócios, criamos eventos para felicitar e recompensar os sócios com 25, 50 e 75 anos, algo que já não se fazia há décadas... Também conseguimos conquistar um título nacional de carambola, de bilhar, que ambicionávamos há 30 anos, criámos mais uma modalidade de xadrez, aumentamos o número de atletas na patinagem... E agora estamos a melhorar o pavilhão, de forma a atrair mais desportos”.
Continuar o trabalho que começámos em 2022, que é uma formação com mais qualidade
Atual presidente-adjunto do Leça e candidato à presidência
Desta maneira, João Laranjeira garante que seu plano de administração vai ser “uma continuidade do que está a ser feito”, e explica o motivo da separação da administração conjunta com António Pinho: “Inicialmente estava tudo alinhado e eu acreditava mesmo que ia haver uma lista única e o projeto ia seguir com o sucesso que tinha obtido nestes últimos anos. No entanto, há cerca de duas ou três semanas, o panorama mudou e houve aqui umas movimentações e um eliminar de determinadas pessoas dos cargos que nós tínhamos definido e que colocou em causa o projeto”.
O candidato ainda fez um balanço sobre o trabalho de António Pinho, que está a frente do clube desde 2010 e é seu adversário nas eleições: “Até nós entrarmos, foi feito sempre um trabalho muito focado no dia a dia do futebol, como arranjar soluções para haver dinheiro para pagar os jogadores. E isso acabou por sufocar o clube financeiramente, mas muito também em consequência de erros que aconteceram, com parceiros que abandonaram o projeto a meio, com uma SAD mal atendida, com vários erros que foram sendo cometidos e que acabaram por deixar o clube estagnado do ponto de vista de gestão desportiva e com dívidas que só não foram maiores porque na altura conseguiu-se fazer um Processo Especial de Revitalização (PER)”.
Agora, como um dos candidatos, João Laranjeira acredita estar diante da maior eleição da história do clube: "Se a minha memória não me falha, nos últimos dez anos, a maior afluência que houve na assembleia do Leça foi de 108 pessoas, e nem foi em eleições, mas nas votações de duas matérias bastante quentes: um relatório de contas e a venda da SAD, ambas em 2021, que nós perdemos por um voto nas duas. Para estas eleições, acredito plenamente que nós vamos atingir aqui as 300, 400 pessoas de votantes".
O candidato finalizou, ainda, com uma mensagem aos sócios: “Apelo agora de forma mais pública aos sócios para irem votar nas próximas eleições no dia 18 porque, no fundo, é um momento importantíssimo para o clube. É a oportunidade dos sócios escolherem qual é que é o melhor projeto para continuar o trabalho, o excelente trabalho que se tem realizado nestes últimos três anos”.
Propostas em síntese
Relação com os sócios e função social: “Queremos que o Leça esteja ainda mais presente e mais conectado com o sócio e com a comunidade. O clube tem que ter uma responsabilidade enorme na parte social. E, num projeto em conjunto com a SAD, estar sempre ativo nas escolas, nos centros sociais, na própria comunidade... para ajudar. Isto é, utilizar o desporto como um veículo condutor para uma sociedade melhor e mais unida”.
Formação: “Continuar o trabalho que começámos em 2022, que é uma formação com mais qualidade, uma formação a atingir níveis competitivos que permitam suportar o futebol sénior e que o Leça seja reconhecido por uma entidade formadora de excelência, com os melhores procedimentos possíveis para a prática do futebol."
Pavilhão: "Estamos neste momento com um projeto de licenciamento do pavilhão para receber a parte competitiva. Quando entrámos, encontrámos o pavilhão completamente degradado. Iniciámos então uma restruturação que está neste momento em curso. E temos um projeto de dois anos para deixar o pavilhão em condições, ter ainda mais modalidades e tornar o clube mais eclético."
Financeiro: “Temos uma dívida à Autoridade Tributária (que ronda os 600 mil euros) que acaba por bloquear o clube no concurso de apoios públicos e nós acreditamos plenamente que no próximo ano nós vamos conseguir solucionar. E a solução passa por uma parceria forte com a SAD, que está alinhada em criar condições para o clube conseguir liberar-se destes bloqueios financeiros e está disposta a ajudar. Inclusive, tenho a garantia do presidente da SAD, de que muito em breve vamos voltar a abordar este tema da dívida à AT e desbloquear o clube uma vez por todas”.
Por: G.M.
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