Filipe Moreira e o feito do Vilafranquense: «O 16 de junho vai ficar eternamente na memória»

Técnico dos ribatejanos partilha mérito com antigos treinadores

• Foto: Vítor Neno

Filipe Moreira festejou uma subida inédita com o Vilafranquense e voltou a saborear o que é ascender à 2ª Liga, algo que havia conseguido pela última vez ao serviço do Académico de Viseu, em 2013. O técnico não esqueceu outras equipas de trabalho que passaram por Vila Franca de Xira na hora do discurso.

"Antes de mim estiveram cá muitos treinadores: o Filipe Coelho, o Luís Brás, o Sousa, o Vasco Matos. A história começou com eles. O clube saiu de uma realidade e entrou noutra. Passaram muitos jogadores por aqui que contribuíram para que o clube pudesse chegar aqui e houve um trabalho feito pela antiga SAD. Foram fundamentais neste crescimento e atualmente com o presidente Luiz Andrade. Houve um trabalho de base que cresceu com o empenhamento dos adeptos e sócios que alimentaram o sonho de fazer algo diferente. Estivemos cá mas não estivemos sozinhos", começou por frisar o lisboeta de 55 anos. 

Em 62 anos de história, o Vilafranquense nunca havia atingido um escalão profissional e Filipe Moreira disse acreditar que o último domingo irá ficar guardado no coração das gentes de Vila Franca de Xira.

"Quando perdemos em Anadia, alguém na bancada disse-me depois do jogo coisas que nunca imaginei ouvir, pela positiva. É isso que alimenta o sonho de um profissional: o respeito que sentiam de que poderia haver aqui algo de especial. Vi aqui sinais que vão ficar na memória de todos nós. O dia 16 de junho vai ficar eternamente na memória de muita gente que viveu este momento. O momento final é aquele em que aparece na foto algumas pessoas mas não toda a gente. É um trabalho de muita gente envolvida e não só de uma pessoa", ressalvou o treinador que recordou as dificuldades que atravessou desde que assumiu a equipa ribatejana no início de março.

"Dentro desse processo existiram os meus heróis, os meus jogadores. De uma forma heróica, fantástica… se eu fosse contar alguém aquilo que eu vivi aqui nos últimos meses, chamavam-me um grande mentiroso, um grande artista que se quer pôr em bicos de pés. Isso foi a única coisa que eu não fiz neste processo. Não podemos esquecer os jogadores, os treinadores e parte da estrutura que saiu a meio da época. Eles sim foram os grandes obreiros tal como quem cá está. Esta subida deve-se a muita gente e a eles o meu muito obrigado", reforçou Filipe Moreira.

Por Flávio Miguel Silva
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