Greve de fome continua em Rio Maior
Os 21 jogadores da União de Rio Maior continuam em greve de fome, permanecendo junto ao Estádio Municipal e "sem novidades nenhumas". "Nunca mais fomos contactados pela Comissão Administrativa, mas também não esperamos que a solução venha deles. O grupo está decidido e unido, como sempre esteve. Estamos a dar uma prova cabal da nossa dignidade e do respeito que merecemos", afirmou Bruno Militão, capitão de equipa, em declarações à Agência Lusa.
Com 6 meses de salários em atraso, o plantel aguarda o contacto do presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, que está na assembleia geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), e Bruno Militão mostrou-se optimismo na resolução do problema. "Acreditamos que vai haver uma solução", afirmou.
Nas primeiras horas do protesto, que teve início ontem, por volta das 23 horas, o plantel do clube riomaiorense, que disputa a Série E da 3.ª Divisão, contou com o apoio de familiares, amigos e solidariedade de jogadores de outros clubes. "Tivemos dificuldades em dormir, choveu por duas vezes, algumas tendas meteram água", reconheceu Militão.
"Exigimos respeito, basta de mentiras, temos família, somos cidadãos. Apelamos à FPF e ao Governo", pode ler-se na tarja exibida pelos jogadores à porta do Estádio Municipal de Rio Maior, que recebe este sábado o encontro entre Portugal e Dinamarca, da 1.ª jornada da Ronda de Elite de qualificação para o Europeu de sub-19.
A União Desportiva de Rio Maior ocupa a 3.ª posição após terem sido disputados 7 jogos na fase de subida da Série E da 3.ª Divisão mas arrisca a descida e suspensão por 2 épocas caso falte domingo ao jogo com o Sintrense, da 8.ª e antepenúltima jornada da prova. "Nós queremos jogar, mas vai ser difícil se tivermos de passar aqui duas noites", alertou Bruno Militão.