Hasta pública de bens do Vianense ficou deserta

Sede, estádio e casa sem comprador

• Foto: Silvana Cunha Araújo

A hasta pública para a venda de vários imóveis do Sport Clube Vianense fechou esta terça-feira deserta, sem que que tivesse sido apresentada qualquer proposta de compra, informou a solicitadora de execução.

A venda da sede do clube centenário, do estádio Doutor José de Matos e de uma casa situada junto àquele complexo desportivo esteve em hasta pública desde o passado dia 1 e hoje, no âmbito de uma execução lançada por uma instituição bancária que reclama o pagamento de um empréstimo, em atraso.

Em causa está um empréstimo de 286 mil euros (acrescido de juros), contraído pela direção do Vianense em 2011, mas cujas prestações mensais, devido às conhecidas dificuldades financeiras do centenário clube de Viana do Castelo, estão em atraso desde novembro de 2014.

O procedimento, cujo prazo terminou esta terça-feira às 14 horas, previa a apresentação de propostas, em carta fechada, com um valor base para a sede, superior a 570 mil euros, para o estádio de mais de 2,4 milhões euros, e para uma habitação com um valor mínimo de venda de 29.750 euros.

Em declarações aos jornalistas presentes no tribunal de Viana do Castelo, a solicitadora de execução Isabel Ramos explicou que a venda daqueles bens "vai agora decorrer por negociação particular, por tempo indeterminado".

"Os bens vão ser vendidos por negociação particular. São apresentadas propostas e a melhor será adjudicada ao comprador", explicou, garantindo que a atual situação "não limita a atividade do clube".

Isabel Ramos adiantou que caso as propostas que venham a ser apresentadas futuramente sejam de valor inferior ao preço base estipulado na hasta pública, "o juiz notificará as partes para que estas se pronunciem".

Disse ainda que "mal seja pago o valor em dívida à instituição bancária, serão levantadas as penhoras efetuadas ao clube".

Em comunicado, no início deste mês, os atuais dirigentes do clube, eleitos em outubro de 2015, esclareceram que este processo "interposto pela Caixa de Crédito Agrícola, que culminou na penhora e agora execução de imóveis, decorre do não cumprimento das condições do empréstimo contraído pelo clube junto daquela instituição bancária".

Explicaram que a dívida se prende com um empréstimo de 300 mil euros (acrescido de juros), contraído pela direção do Vianense em 2010, "para reestruturação de dívidas", mas cujas prestações mensais, devido às dificuldades financeiras do clube de Viana do Castelo, estão em atraso desde novembro de 2014.

Além daquele empréstimo, "em agosto de 2012" foi contraído outro de "26 mil euros", para "fundo de maneio".

"A dívida total, incluindo capital, prestações em atraso e juros de mora, ascendia, em novembro de 2014 a 328.946 euros", adiantaram.

Na semana passada, o presidente da Câmara recusou "cometer ilegalidades" para salvar o Sport Clube Vianense que acumula, segundo números avançados por José Maria Costa, "uma dívida de mais de 700 mil euros".

José Maria Costa respondia ao vereador do PSD, Eduardo Teixeira, que durante o período antes da ordem do dia da reunião camarária, pediu a intervenção da Câmara Municipal para a resolução da situação financeira do clube.

O Sport Clube Vianense, que completa em março 118 anos de existência, é um dos clubes mais antigos do país. Milita no Campeonato Portugal Prio.

Por Lusa
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