Havia melhores datas disponíveis

Treinadores de Vizela, Cova da Piedade, Fafe e Casa Pia discordam dos dias dos jogos decisivos

Neste ponto o acordo é total: a calendarização do final de época no Campeonato de Portugal Prio é "ingrata", "sem sentido", "devia ser repensada" e "anormal". As palavras são dos técnicos das formações que vão disputar a final da prova (Cova da Piedade e Vizela), no dia 5 de junho, e as que disputam o playoff de subida (Fafe e Casa Pia), com a 1ª mão a 29 de maio e a 2ª a 4 de junho.

Contactados por Record, os quatro treinadores das equipas reconhecem que o calendário não traz vantagens. "É muito tarde, os responsáveis federativos deviam repensar. Ao fim de três semanas, estamos novamente em competição", começa por explicar o vizelense Ricardo Soares, que prepara o embate com o Cova da Piedade. "Devia ser logo na semana seguinte, mas como ainda há competição na zona de permanência, querem fazer da final o último jogo da prova", explica.

A opinião é corroborada pelo rival do Sul, Sérgio Boris. "Tem uma semana a mais do que seria normal para o que deveria ser o melhor para jogadores e clubes. Mas está marcado, não há nada a fazer nem vamos perder tempo nem energia com algo que não vai mudar", frisa o treinador do Cova da Piedade, que vai conceder umas miniférias – quatro dias – aos seus jogadores.

No playoff – que mereceu um esclarecimento federativo sobre os critérios de desempate, que aponta para o número de pontos nos jogos das duas mãos e a diferença entre golos marcados e sofridos –, os técnicos Filipe Coelho (Casa Pia) e Agostinho Bento (Fafe) discordam da calendarização. "A paragem não faz muito sentido. Teremos um período muito reduzido de férias, mesmo que fiquemos no CPP", lembra o primeiro, enquanto o técnico do Fafe aponta a desigualdade de tratamento. "É ingrato. O playoff, mentalmente, é mais exigente do que a final. Vimos de uma época muito exaustiva, com níveis de ansiedade crescente. Para mais, os clubes podem começar a resolver a sua vida e nós não. Quando quisermos preparar 2016/17, estamos reduzidos a 20% dos jogadores disponíveis neste momento. Isto quando os nossos próprios futebolistas querem também resolver o seu futuro", frisa Agostinho.

Por Francisco Laranjeira
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