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João Freitas: «Vilafranquense não se considera favorito à subida»

Central aborda arranque da época após a 2.ª Liga ter ficado à porta em 2017/18

João Freitas foi um dos titulares indiscutíveis do Vilafranquense 2017/18 que ficou perto do sonho de alcançar uma inédita subida à Segunda Liga para o clube. O defesa-central português, de 26 anos, luta para voltar a um escalão profissional - onde figurou pela última vez ao serviço do Leixões em 2016/17 - mostrando-se confiante nas capacidades da equipa ribatejana para voltar a ser a surpresa da nova edição do Campeonato de Portugal que arranca este sábado. 

Record - Como se sente o plantel do Vilafranquense na véspera de mais um arranque do Campeonato de Portugal?

João Freitas - O grupo está confiante apesar de termos começado um pouco mais tarde do que as restantes equipas. Preparámo-nos bem para o jogo de amanhã, frente ao Oleiros. A equipa está confiante. Temos uma boa equipa apesar das alterações que aconteceram. Houve jogadores que saíram para melhor. Mesmo com essas saídas, o plantel mantém-se equilibrado e forte para atacar a nova época.

R – A época passada o Vilafranquense ficou perto de uma inédita subida à 2ª Liga. O que faltou?

JF - A primeira mão deitou tudo a perder. Sabíamos que a segunda mão ia ser muito difícil. A época foi muito boa, acima das expectativas, e aquele jogo manchou a época. Tivemos 34 jogos onde a equipa foi muito boa em grande parte dos mesmos. Fez um campeonato excepcional até ao jogo de Faro. É um pouco difícil falar em injustiças no futebol mas sentimo-nos assim. Fizemos uma época tremenda. Se o resultado não fosse aquele [3-0], a segunda mão iria ser muito mais equilibrada. Não diria que subiríamos mas teríamos muito mais hipóteses. O Farense era experiente e a partir do momento que está em vantagem numa eliminatória, sabíamos que seria muito difícil. Ficou o amargo de boca por não termos conseguido subir, a mim em especial por já ser a terceira vez, mas faz parte. Estamos aqui mais um ano para tentar esse objetivo.

R - Que são os objetivos do Vilafranquense para a nova época?

JF - Há mais jogos do que na época passada, as deslocações são maiores e o Campeonato de Portugal é sempre uma incógnita dizer quem vai subir até porque há sempre surpresas. Há os teóricos favoritos e muitos deles não chegam aos playoff.

R - O Vilafranquense é um dos favoritos à subida?

JF - Não nos consideramos favoritos. Posso garantir que temos uma equipa forte, que vai lutar jogo a jogo. Vamos jogar sempre para ganhar. Favoritos acho que não porque é difícil dizer quem são entre 72 equipas. Há sempre os teóricos favoritos como Vizela e U. Leiria, é quase unânime, mas é difícil escolher. Na época passada houve surpresas e esta época haverá também. Temos a ambição de ser uma dessas surpresas.

R - Sente falta de oportunidades de carreira?

JF - Sim. Senti isso na pele este ano. É o futebol e não há espaço para todos. Resta-me continuar a trabalhar para lá chegar. Fica uma ligeira desilusão por não chegar a um campeonato profissional depois de uma época tanto a nível coletivo como individual muito positiva. Resta-me continuar a trabalhar para encontrar esse espaço numa liga profissional.

R - Tem algum objetivo pessoal traçado para a época?

JF - Não pensei nisso ainda. É difícil bater o recorde de golos (5). Há mais 4 jogos do que na época passada. Tenho esse objetivo, sou ambicioso, mas acima de tudo estão os objectivos coletivos. Esses estão acima de qualquer objetivo individual.

R- Esta prova tem sido alvo de críticas nas últimas épocas sendo uma das mais recorrentes o facto de a última edição ter acabado para a esmagadora maioria das equipas ainda em abril. Que caminho há a percorrer para mudar?

JF – Se se quer uma Segunda Liga mais competitiva, e consequentemente uma Primeira, o modelo do Campeonato de Portugal tem de ser alterado. Esta época estará um pouco melhor. O modelo da época passada não favorecia, sobretudo, os jogadores . Tiveram menos um mês de salário, estiveram muito mais tempo parados. Quem desceu de escalão só passados cinco meses é que voltou a competir. Houve também o inverso. O Mafra e Farense que subiram tiveram pouco tempo de férias, começando logo em julho com a Taça da Liga Allianz. Nem tanto ao mar nem tanto à terra.

Por Flávio Miguel Silva
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