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Luiz Andrade: «Queremos o Vilafranquense na Segunda Liga em dois anos»

Empresário brasileiro esclarece as razões da opção pelo Cevadeiro

• Foto: Miguel Barreira
Luiz Andrade é o novo homem forte do Vilafranquense, tal como Record anunciou. O novo presidente da SAD do clube do Campeonato de Portugal sucede a Rodolfo Frutuoso no cargo - mantém-se em Vila Franca de Xira mas como diretor-geral - e passou a deter 80 por cento das ações dos ribatejanos.

O empresário brasileiro que pelo Aves registou no currículo uma Taça de Portugal em maio último e uma subida de divisão (2017) esclareceu o porquê da aposta no emblema do Cevadeiro, contrariando notícias que o apontavam como novo presidente da SAD do Olhanense. "Em nenhum projeto em que entrei até hoje havia encontrado uma casa tão bem arrumada como no Vilafranquense", começou por explicar. "Foi um ponto fundamental para que se possa trabalhar mais à-vontade e com menos preocupações. A SAD tem uma estrutura muito forte aqui. O clube apoia a SAD em tudo neste momento. Deu a autonomia do futebol à SAD e esta está a corresponder. Nota-se isso desde os infantis. Há um trabalho muito bom já realizado. Pesou também as pessoas que trabalham aqui. São pessoas do futebol. Isso vai fazer com que o trabalho tenha uma base sólida para pensar em algo mais porque a base é boa", vincou, acrescentando que o facto de ser um clube do distrito de Lisboa, a sua área de residência, também foi importante.

"Eu fazia muitos quilómetros para o Norte. Era muito cansativo ainda que quem corra por gosto não canse. Ao longo de três anos há um desgaste. Surgiu a oportunidade do Algarve, de um clube com nome que seria algo agradável mas a distância era igual e iria passar pelas mesmas dificuldades, fazendo muitos quilómetros. Uma das coisas que aprendi no Aves e que quero trazer para aqui é que quanto maior for a nossa presença, mais resultados bons conseguiremos, os problemas serão detetados mais rapidamente. Podendo estar todos os dias no clube onde trabalho é muito importante", reiterou ainda Andrade.

O objetivo a médio prazo coincide com um facto inédito para o clube de Vila Franca de Xira fundado em 1957 segundo o novo líder da sociedade: "Vamos trabalhar num projeto de médio prazo. Queremos estar na Segunda Liga no máximo em dois anos. Há que trabalhar muito forte esta época para ter uma equipa forte. Temos de ter uma base sustentável, criando um padrão de jogo e um núcleo reforçado para que possamos lutar pela subida de divisão. A seguir teremos a fase 2 mas primeiro teremos de cumprir a primeira. Agora não vale a pena falar dela porque ainda não chegámos lá."

Sentados à mesa com a Câmara

O Campo do Cevadeiro necessita de melhoramentos e a equipa sénior de futebol do Vilafranquense dispõe apenas do relvado de jogo para poder treinar, o que faz com que este se deteriore mais facilmente. A situação vai fazer com que a nova equipa da SAD se sente à mesa com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, proprietária do recinto.

"Vamos conversar urgentemente. É uma das coisas mais importantes a fazer. Temos de procurar opções. A formação não pode parar. Temos de ter mais condições para ela. Os campos são necessários mas este não é um problema do Vilafranquense, é um problema de Portugal. Praticamente todos os clubes em Portugal, excetuando os grandes, têm este problema", deixou claro Luiz Andrade.

Taça de Portugal não é prioridade

O Vilafranquense chegou em 2016/17 aos oitavos-de-final da Taça de Portugal, indo tão longe quanto em 2003/04, altura em que Rui Vitória ainda era treinador dos ribatejanos. Na última época a formação vilafranquense ficou perto de igualar novo máximo na prova - perdeu na 4ª ronda diante do Praiense - e no último domingo, o Caldas foi ao Cevadeiro eliminar o Vilafranquense logo à primeira eliminatória. Contudo, a formação orientada por Vasco Matos foi repescada e estará presença na segunda eliminatória, numa deslocação ao terreno do U. Tomar.

Luiz Andrade encara como importante a "nova oportunidade", mas assumiu que a Taça de Portugal não é a prioridade.

"Quando o Vilafranquense foi eliminado no domingo, disse ao Rodolfo [Frutuoso] que como vencedor da última Taça de Portugal, que o mínimo que poderia acontecer era termos uma oportunidade de conseguir ir mais longe. Essa oportunidade aconteceu graças às bolinhas. Não era uma prioridade ganhar a Taça pelo Aves. Foi muito bom ganhá-la, mas só passou a ser prioridade quando chegámos à final. Aqui, quanto mais longe formos, melhor. Podemos dar visibilidade aos jogadores, dar mais ritmo ao grupo. Estes jogos são importantes para isso. Jogar mais uma ronda já é importante mas o tempo é que vai dizer o que vai acontecer", afirmou.

Luís Duque (conselheiro da SAD), Robson (diretor para o futebol) e Pedro Garcia (diretor de campo) são os nomes que completam a equipa de trabalho da nova SAD do Vilafranquense.
Por Flávio Miguel Silva
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