Olhanense esclarece problemas de Amessan relatados em reportagem da SIC

SAD dos algarvios garante que alertara Sindicato dos Jogadores e outras entidades há muito tempo

• Foto: Joana Van Hellemond

A SAD do Olhanense recusa "lições de moral" no caso do futebolista Rodolph Amessan, alvo de uma reportagem da SIC por se encontrar impedido de jogar, devido à existência de um contrato com os luxemburgueses do Racing FC, até 2020, e a viver uma situação extremamente delicada, por falta de recursos.

"Não fomos capazes de fazer aquilo que nos acusam, despejá-lo de casa", lê-se numa nota difundida na noite desta quarta-feira pelos responsáveis da SAD rubronegra. "Estamos de bem com a nossa consciência e tranquilos das nossas ações, pois fomos acima do nosso próprio limite e capacidade nesta situação", acrescenta o Olhanense,

Na nota é historiado todo o processo: de acordo com o Olhanense, o jogador foi apresentado no início da presente época como estando livre mas o empresário que o trouxe (identificado como Emanuel) acabou por desaparecer logo que chegou aos rubronegros, em setembro de 2017, a indicação de que Amessan estava ligado ao Racing FC até 2020, com o emblema luxemburguês a exigir 15 mil euros pela sua libertação.

"No dia 2 de outubro, e de modo a resolver a situação, pusemos o atleta em contacto com o Sindicato de Jogadores, pois, como é óbvio, não podíamos pagar casa, água, luz e gás de um apartamento T3 e continuar a emprestar dinheiro ao atleta, estando impossibilitados de o inscrever até 2020", adianta o Olhanense.

Foi então ativado o fundo de garantia salarial, "com o Olhanense a negar receber qualquer parcela dos mil euros entregues pelo Sindicato dos Jogadores", e Amessan deslocou-se ao Luxemburgo - sendo os custos da viagem suportados pelos rubronegros -, para tentar a desvinculação do Racing FC, o que não conseguiu.

Em janeiro "e após diversos contactos com a FIFA, FPF e o Sindicato dos Jogadores", o Olhanense tentou novamente inscrever o jogador na esperança que o Racing FC rescindisse o contrato e a inscrição fosse aceite, pois já tinham passado nove meses desde o último pagamento de salário (março de 2017) ao atleta, e, como tal, o mesmo supostamente teria o direito de rescindir e exigir o contrato na totalidade". Amessan acabou por não intentar a necessária ação, "pois não dispunha de meios para o fazer e o pouco dinheiro que tinha era para comer."

Estando inserido numa competição amadora (Campeonato de Portugal) "e praticamente sem receitas, não poderia o Olhanense continuar a custear o alojamento do atleta e da sua família".

Os rubronegros acabaram por comunicar ao jogador que teria de abandonar o apartamento onde se encontrava alojado mas, diz a nota do Olhanense, "precavendo a situação humana do atleta e da sua família, pagámos a um hotel nesse dia e foi contactada a Segurança Social, ficando acordado que no dia seguinte essa entidade tomaria conta do assunto e ajudaria Amessan a dispor de habitação para ele e para a sua família, o que sabemos que aconteceu de imediato".

O Olhanense garante que "acima de qualquer obrigação contratual respeita primeiro que tudo o ser humano e tudo fez neste processo para ajudar a resolver a situação do Amessan, o que o próprio pode confirmar" e adianta que "outras entidades poderiam ter feito um pouco mais, visto que só ao fim de seis meses de terem conhecimento da situação estão a agir. Durante esse período o Olhanense custeou habitação e despesas essenciais do Amessan, quando estava impedido de inscrever o jogador, e afinal tudo poderia ter sido resolvido mais cedo, poupando, acima de tudo, o atleta a todo este sofrimento".

Os rubronegros adiantam ainda que "neste processo também o Olhanense se considera lesado por ter acreditado no empresário e no atleta mas mesmo assim tivemos a humanidade de o ajudar".

Por Armando Alves
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